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Cinco dicas (naturais) para aliviar a ansiedade

A ansiedade pode virar a vida do avesso, pois afeta diretamente atividades básicas como o sono, a produtividade e a energia.

16 de Julho de 2018


A ansiedade pode virar a vida do avesso, pois afeta diretamente atividades básicas como o sono, a produtividade e a energia. Abaixo, seguem cinco técnicas naturais que ajudam a reconquistar o equilíbrio – que é fundamental quando você precisa de tempo exatamente para analisar e abordar as questões mais profundas que causam o estresse e a ansiedade.
    1. Elimine bebidas estimulantes - A ansiedade muitas vezes invoca a autoindulgência em uma tentativa de acalmar os nervos. Elimine ou reduza o consumo de açúcar, cafeína e álcool. Comendo proteínas a cada 2 ou 3 horas, você mantém regular o açúcar no sangue e recarrega a energia para continuar ativo e evitar ataques de fome. Para isso, faça um potinho com nozes ou um shake de proteínas para ter sempre à mão. Quando você sente aquela vontade irresistível de açúcar, dê uma ajuda a você mesmo escolhendo sabiamente e deliberadamente frutas orgânicas ou chocolate escuro orgânico. Esforce-se pelo equilíbrio, não pela perfeição. Não há nada de errado com indulgências inteligentes e prazerosas, especialmente quando você precisa de um pouco de conforto.
    1. Suplementos - Os suplementos naturais podem resolver a ansiedade sem os efeitos colaterais associados aos medicamentos. Cada corpo é único e responde de forma diferente aos gatilhos emocionais, ambientais, físicos e psicológicos. Consulte o médico e explore o que é mais eficaz para o seu corpo. Sempre faça uma boa pesquisa para encontrar suplementos de alta qualidade produzidos por empresas confiáveis. Os seguintes suplementos fornecem suporte extra durante os momentos de estresse:
      • O magnésio é considerado o mineral mais poderoso disponível para o relaxamento. Crítico para várias funções do corpo, esgota-se facilmente com o estresse.
      • As vitaminas B também abandonam o corpo durante períodos estressantes. Inclua, como suplemento, o Complexo B para melhorar o humor, energia e função cerebral.
      • A melatonina induz o sono profundo.
      • L-Teanina , componente natural do chá verde, é um aminoácido conhecido por reduzir a ansiedade e induzir a calma. Também pode aprimorar o foco mental. Funciona bem em ambientes de trabalho.
      • Plantas medicinais contra o estresse, como ginseng, rhodiola, manjericão sagrado, maca e ashwaganda, diminuem naturalmente os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e reabastecem as glândulas adrenais. Elas abordam simultaneamente outras questões como o desequilíbrio de açúcar no sangue, o sistema imunológico deprimido, níveis baixos de energia e libido.
  1. Óleos essenciais - Uma maneira barata de relaxar é manter uma garrafa ou duas de óleos essenciais na sua mesa de trabalho, bolsa ou armário de medicamentos. Inale ou coloque uma ou duas gotas na ponta dos dedos e bata levemente em suas têmporas, pulsos internos, terceiro olho, pescoço ou pés. Pode adicioná-los ao banho ou a um difusor. Há misturas de óleos essenciais feitas especificamente para enfrentar o estresse e a ansiedade. Os remédios à base de flores são outra opção, como as Florais de Bach, uma mistura suave de essências criadas pelo Dr. Bach para emergências e situações estressantes. A seguir, três tipos de óleos e suas funções:
    • Lavanda. Acalma o sistema nervoso.
    • Rosa. Eficaz para trauma romântico e estresse emocional.
    • Laranja. Potente analgésico aromático que os aromaterapeutas recomendam frequentemente como um tranquilizante.
  2. Respiração consciente - Prática simples e eficaz para aliviar a ansiedade e diminuir o estresse. Leva um minuto ou cinco (se você tiver) para respirar profundamente e redefinir seu sistema emocional. Em seguida, pergunte a si mesmo, onde a tensão se manifesta? Um estômago embrulhado? Um coração acelerado? Um nó em seu ombro? Uma dor de cabeça? O simples ato de reconhecer seu momento atual é, muitas vezes, suficiente para resolver a questão. Nunca perca a oportunidade de sintonizar-se com seu corpo, pois é aí que a magia acontece.
  3. Compaixão - Pratique a autocompaixão. Pode ser fácil olhar os erros das outras pessoas com compaixão e perdão, mas é mais difícil ter esse sentimento em relação a si mesmo. Comece a se olhar com compaixão. Aceite e perdoe as próprias fraquezas, dores e falhas. Estudos mostram que as pessoas que praticam a autocompaixão não são apenas menos ansiosas e menos deprimidas, elas são mais felizes e mais propensas a ter sucesso.
Leia o artigo original aqui.

Fonte: Monet Euan Síntese: Equipe Plenae

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Coloque em prática

Os três caminhos para a felicidade - segundo a ciência

Utopia para uns, objetivo para outros, a tão conhecida e almejada felicidade tornou-se debate científico, bem como os caminhos para alcançá-la

11 de Julho de 2022


Muito se fala sobre felicidade e também muito se apresentam caminhos múltiplos. Aqui no Plenae, o tema já foi abordado diretamente de diferentes maneiras: sua relação com a gratidão, sua relação com propósito, como capturá-la e ainda o que é o bem-estar subjetivo. Isso sem contar as inúmeras vezes que a felicidade apareceu em artigos de forma indireta. 


Mas buscar por essa alegria plena é tão instigante que até mesmo a ciência se desdobra sobre esse mistério vez ou outra. E agora, novamente, chega a conclusões que podem ser de grande valia para quem está buscando. Um recente artigo publicado na revista Forbes americana trouxe a visão de psicólogos e especialistas e também 3 passos práticos para ser feliz. 


Existem duas formas de sentir felicidade: a momentânea, atrelada a algo mais rápido e mais potente que gera até mesmo a liberação de hormônios como dopamina e serotonina; e a felicidade mais contida, que se dá diante de uma conquista mais duradoura e, apesar de não gerar picos tão altos, tende a afetar mais na sua qualidade de vida e percepção sobre o seu próprio bem-estar.


A segunda se faz mais importante quando o assunto é “ter uma vida feliz” e não só “ter momentos felizes”. É como te contamos aqui, neste artigo sobre IKIGAI, o método oriental para encontrar propósito na vida. Pesquisadores liderados por Vlad Costin, da Universidade de Sussex, Inglaterra, concordam com a importância das duas, mas vão além: encontrar um significado para a vida ganha mais força com o tempo e está intimamente ligada a essa felicidade plena.


“O significado é a teia de conexões, entendimentos e interpretações que nos ajudam a compreender nossa experiência e formular planos direcionando nossas energias para a conquista do nosso futuro desejado. É o significado que nos dá a sensação de que nossas vidas importam, fazem sentido e são mais do que a soma de nossos segundos, dias e anos”, dizem.


Definir o que é importante


Dessa definição, os psicólogos extraíram três temas centrais: coerência (processo de dar sentido ao mundo e às suas experiências nele), propósito (a sensação de ter um ou vários objetivos de vida e ser capaz ir em direção a eles) e importância (crer que suas ações estão fazendo a diferença no mundo e que sua vida é significativa).


Usando uma amostra de 126 adultos britânicos, eles pesquisaram e descobriram que a importância estava em primeiro lugar, seguido do propósito e, por fim, a coerência, que parecia ser “mais um sintoma do sentido da vida do que uma causa”. A partir disso então, como melhorar o senso de importância, já que ele aparentou ser o mais importante?


Não há uma resposta exata, é claro, porque trata-se de uma métrica individual. Mas um bom ponto de partida, segundo eles, pode ser pensar nas perguntas que definem o conceito de importância. São eles: “minha vida é inerentemente valiosa”, “mesmo daqui a mil anos, ainda importaria se eu existisse ou não”, “se minha vida já existiu importa mesmo no grande esquema do universo” e “eu tenho certeza de que minha vida é importante.”


Esse senso de importância foi apontado em outras pesquisas ainda como um fator muito importante para um bom desempenho profissional. “Quando os funcionários sentem que são importantes para sua organização, eles ficam mais satisfeitos com seus empregos e vida, mais propensos a ocupar cargos de liderança, mais propensos a serem recompensados ​​e promovidos e menos propensos a desistir”, afirmam os autores desta pesquisa, liderada por Andrew Reece, da empresa BetterUp, e David Yaden, da Universidade da Pensilvânia. 


Buscar mais autonomia 


Dinheiro não traz felicidade, como diz o ditado, mas há algumas pesquisas importantes que apontam a relação entre bem-estar e poder aquisitivo bastante expressivas. Há um ensinamento importante que os mais bem-sucedidos podem nos ensinar, ainda segundo o artigo da Forbes: a maneira como eles escolhem trabalhar.


Pesquisadores da Universidade de Maastricht, da Harvard Business School e da Vrije Universiteit, em Amsterdã, entrevistaram 863 indivíduos com patrimônio líquido alto e 1.232 indivíduos com patrimônio líquido baixo, procurando semelhanças e diferenças na maneira como os ricos gastam seu tempo e como isso influenciou sua felicidade.

Ambos os grupos gastaram aproximadamente a mesma quantidade de tempo em atividades de lazer, trabalhando e se deslocando, e usando seu telefone e computador. Porém, os pesquisadores descobriram que os milionários eram mais propensos a gastar tempo em atividades de trabalho que ofereciam mais autonomia pessoal – ou seja, o trabalho que eles decidiram fazer. Isso foi apontado como um motivo para que eles sentissem maior satisfação com a vida do que outros. 


Seja paciente, a felicidade vem com a idade


A maioria das pesquisas psicológicas sugere que a felicidade e a satisfação com a vida aumentam gradualmente desde o início da idade adulta até a meia-idade. E um trabalho recente publicado na revista Social Psychology and Personality Science ecoa essa descoberta em relação ao otimismo.


Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram dados de uma grande amostra de adultos norte-americanos com idades entre 26 e 71 anos e aplicaram um teste de orientação, medida de otimismo amplamente utilizada e validada. consiste em seis questões:


- Em tempos incertos, costumo esperar o melhor.

- Se algo pode dar errado para mim, provavelmente não dará.

- Estou sempre otimista em relação ao meu futuro.

- Eu principalmente espero que as coisas aconteçam do meu jeito.

- Muitas vezes conto com coisas boas acontecendo comigo.

- No geral, espero que aconteçam mais coisas boas do que ruins.


Os pesquisadores usaram esses dados para traçar a trajetória do otimismo ao longo da vida. As descobertas apontam o que foi dito anteriormente, mas dessa vez, com números mais cravados. O otimismo é mais baixo na faixa dos 20 anos, varia ao longo da vida mas, foi aos 55 anos que as pessoas experimentaram seu mais alto nível.


“Essas descobertas sugerem que o desenvolvimento do otimismo ao longo da vida adulta segue uma forma de U invertido, com um pico no final da meia-idade, semelhante a outros traços de personalidade positivos, como autoestima e satisfação com a vida”, disseram os pesquisadores.


A conclusão final foi que senso de importância, autonomia e maturidade são componentes importantes para a felicidade. Apesar dos fatores externos existirem, é preciso que haja uma movimentação importante individual para ser feliz. 

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