Coloque em prática

Como se comunicar melhor com as outras pessoas

Não basta saber falar, é preciso saber ouvir. Você acredita ser capaz? Confira dicas!

18 de Julho de 2019


Uma área pouco praticada na comunicação é a arte de ouvir ativamente . Em um mundo de ritmo acelerado, no qual raramente conseguimos acompanhar tudo o que acontece, nos concentrarmos em outra pessoa, ouvir o que ela tem a dizer e dar a ela toda a nossa atenção não é algo automático. O maior presente que você pode dar a outra pessoa, no entanto, é focar nela e deixar de lado o que gostaria de dizer e fazer, para ouvir cada palavra que ela diz. Ouvir é uma habilidade da comunicação que pode ser praticada e aprimorada. Se você quer ser percebido como um grande comunicador, um amigo maravilhoso e uma pessoa que os outros querem estar por perto, comece a aperfeiçoar sua capacidade auditiva. Tente seguir algumas dessas etapas para fortalecer a sua audição e, assim, melhorar a sua comunicação: 1. No telefone, concentre-se na conversa Em vez de ler e-mails, enviar mensagens e dirigir seu carro, ouça o interlocutor. Você pode ter que virar as costas para o seu computador, se afastar das distrações e remarcar a chamada para um momento em possa se concentrar na conversa. Tente isso e perceberá que seus diálogos são mais ricos e incluem informações mais interessantes do que  poderia ter pensado antes. 2. Evite dar a sua versão de eventos similares Observe com que frequência as pessoas ao seu redor fazem isso e com que frequência você também faz. Ouviu falar de alguém que acabou de ir para Paris? Você vai contar o que ama na cidade. Alguém está sofrendo porque acabou de perder um amado animal de estimação? Você conta como seu coração partiu quando seu cachorro faleceu. As pessoas fazem isso o tempo todo. O objetivo é encontrar uma conexão, mas isso volta a atenção para você e afasta o interlocutor. Evite contar sua história e, em vez disso, faça uma pergunta ou duas sobre o relato alheio. 3. Aprenda a fazer boas perguntas Você pode atuar como entrevistador sem invadir a privacidade de alguém. As perguntas para a maioria das pessoas geram uma resposta se forem feitas de maneira sincera e interessada. Pergunte com verdadeira curiosidade e desejo de aprender: "O que fez você decidir mudar de cidade?" ou "Qual era a sua aula favorita na faculdade e por quê?". Desenvolva algumas questões boas e abertas, que não sejam de resposta “sim” ou “não”. Você pode sentir-se intrometido no começo, mas, na verdade, a maioria das pessoas gosta de falar sobre si, especialmente se a pergunta é interessante. 4. Perceba como pode compartilhar pouco e ouvir mais Você não vai apenas atirar perguntas, evidentemente. Você precisará concordar com a cabeça, responder com um comentário e compartilhar insights. Na maioria das conversas, aprenderá muito sobre os outros e compartilhará pouco sobre si mesmo. (Não se preocupe, você terá uma chance de falar.) Com esse comportamento, o outro ficará naturalmente mais interessado ​​em você e em suas experiências. Fonte: Beverly D. Flaxington, para Psychology Today Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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Coloque em prática

Os benefícios da dança para o seu corpo

Além de divertido, dançar faz bem para a saúde mental e pode ser a opção de exercício físico que buscava.

16 de Novembro de 2020


Dançar é, provavelmente, uma das práticas mais completas de todas. Ela contempla, de forma lúdica, a saúde física e também a mental. Como nos contou Mariana Ferrão , nossa personagem da primeira temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir , a dança possibilitou que ela se reconectasse até mesmo com a sua feminilidade, e descobrisse novas possibilidades com seu corpo.

Mas isso vem sendo falado mais recentemente. Segundo artigo publicado no periódico da americana Harvard , foi em 2008, em um artigo publicado na revista Scientific American por neurologistas da Universidade de Columbia, que a investigação começou. Isso porque a dança, além de tudo, requer uma complexa coordenação mental.

Nas palavras dos cientistas, “sincronizar música e movimento - dança, essencialmente - constitui um ‘jogo duplo do prazer’.” Além disso, a música é a responsável por estimular determinadas áreas do cérebro ligados ao processo de recompensa - por isso a musicoterapia pode ser tão efetiva em determinados tratamentos, como explicamos nesta matéria .

A dança, por sua vez, ativa circuitos sensoriais e motores bastante expressivos do nosso corpo de maneira física e também mental. Um outro estudo, coordenado por pesquisadores da Albert Einstein College of Medicine , investigou o efeito das atividades de lazer sobre a saúde do cérebro, sobretudo no risco de demência em idosos.

Ainda segundo o artigo, “os pesquisadores analisaram os efeitos de 11 tipos diferentes de atividade física, incluindo ciclismo, golfe, natação e tênis, mas descobriram que apenas uma das atividades estudadas - dança - reduziu o risco de demência dos participantes”.

Isso acontece porque “a dança envolve tanto um esforço mental quanto uma interação social”, o que acaba estimulando o cérebro de forma multidisciplinar. Outros estudos da mesma maneira ainda demonstram que determinados estilos musicais, como a Zumba, ainda ajudam a reduzir os níveis de estresse, aumento dos níveis de serotonina, melhora no reconhecimento espacial e na qualidade do sono.

Os resultados na prática

Em recente matéria aqui no portal, o Plenae falou sobre os diferentes benefícios de cada exercício físico - sobretudo na terceira idade. Para isso, conversamos com alguns especialistas, dentre eles, a educadora física Roberta Marques. Ela, que foi a idealizadora do Divas Dance, uma escola focada no público maduro com aulas de dança de todos os estilos.

Para Roberta, os benefícios podem ser divididos em físicos, emocionais e mentais. Praticar regularmente algum tipo de atividade física faz com que esse idoso, por exemplo, perca sua massa muscular de forma mais lenta, melhore seu condicionamento cardiorrespiratório e sua coordenação motora.

Sua postura e seu equilíbrio também são afetados de forma positiva, decorrentes de uma maior consciência corporal e reflexo, o que diminui a incidência de quedas ou a sua gravidade. Há até mesmo uma baixa da glicose no sangue, inclusive por quebrar a gordura do sangue, portanto há uma diminuição na incidência de diabetes.

Por fim, entramos na saúde mental. “Tem a questão da escolha, da autoestima, quando essa aluna se vê independente, se sente capaz de fazer suas próprias escolhas da vida sem interferir na dos filhos e noras, por exemplo” explica Roberta. Com a descarga hormonal que o praticante experimenta, há uma movimentação em todas as suas emoções, afastando risco de depressão ou doenças psicossomáticas.

Há ainda o fator relações, mencionado pelos cientistas que comandaram as pesquisas citadas acima, e também por Roberta. “A pessoa idosa muitas vezes deixa de ter grupos para se relacionar. Os exercícios em equipe proporcionam esse novo ambiente de pessoas com condição física semelhantes, realidades iguais, onde ela acaba tendo acesso a oportunidades de se divertir e conviver com esse grupo que não são só sua família, mas foram escolhidos ativamente por ela”.

Isso tudo acaba por auxiliar na disposição final do praticante e até da qualidade do seu sono. “Tenho centenas de depoimentos das minhas alunas do quanto a vida delas mudou desde que elas se dispuseram a dançar. Acreditamos que o físico é o ponto de partida para uma mudança geral na vida, em todos os aspectos, e os feedbacks passam até pela mudança na relação com a família, que relatam perceber a alegria e independência delas” diz.

Cuidados específicos

Há algumas etapas importantes que uma praticante mais velha deve se proteger. Até mesmo nos detalhes, como por exemplo, propor coreografias sem a necessidade de um parceiro para que isso estimule ainda mais a independência e não exclua aquelas que vão sozinhas - como faz a escola Divas Dance.

Existem também os cuidados mais voltados para o físico. “O maior deles é saber se existe alguma lesão, limitação, porque o exercício é muito bem indicado para esse público, quase como um remédio, mas pode ser necessária algumas adaptações. É preciso fazer uma anamnese logo no começo, mas num geral já é um público que se conhece bem, conhecem suas dores específicas, se cuidam muito e estão sempre fazendo exame” diz Roberta.

O público mais velho também costuma ter mais medo e tendência à quedas. Portanto, é preciso estar atento ao solo desse local, oferecer antiderrapantes e barras para caso precise se segurar, além de evitar que o piso tenha desníveis ou uso de calçados inadequados.

A hidratação deve ser ponto constante de alerta, pois a desidratação é muito comum e rápida na maturidade. Até mesmo o nível do ar condicionado, geralmente mais gelado em academias, deve ser controlado para evitar ressecamentos ou síndromes gripais.

Por fim, estar atento às questões emocionais daquele aluno, que só tende a melhorar com a prática da dança, mas que podem ser maiores em determinados dias. “A evolução precisa ser gradual e constante, mas lenta - levando ele pra uma condição cada vez maior, fazendo com que ele tome consciência disso. E que ele se divirta, pois é o principal intuito da dança, faz bem até para a alma” conclui.

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