Coloque em prática

Como trazer a prática do Ho'oponopono para seus filhos?

Pensando em criar o seu filho em um ambiente cercado por estímulos de amor e gratidão? O Hooponopono pode te ajudar nessa empreitada.

15 de Dezembro de 2021


No Podcast Plenae, em diferentes temporadas, tivemos exemplos de pessoas que se conectaram com sua espiritualidade ainda muito cedo. Como é o caso da Fafá de Belém, que tem uma história com a fé mesmo antes de nascer e faz dela o centro de sua vida até hoje. Paulo Vicelli, que tem Jesus como um amigo pessoal e Fernanda Souza, que se libertou de crenças limitantes para abraçar o sagrado em tudo que a cerca. 


O monge Satyanatha pode não ter tido a religião ou algum dogma ainda muito jovem - afinal, se encontrou com o budismo já adulto. Mas, uma vez budista, tudo começou a fazer sentido: ainda na infância, sua avó salvou a sua vida pois reconheceu nele sintomas que já havia visto em outra criança que ela ajudava, e que infelizmente veio a óbito. Para ele, tudo está conectado de forma que nós, seres humanos, ainda não sabemos explicar.  


Por fim, tivemos também a modelo Isabella Fiorentino contando, justamente, como suas crenças a guiaram pelas fases mais difíceis que passou e como isso se tornou um objetivo dentro da sua maternidade: ensinar a fé para seus filhos. Inspirados por esse episódio, fomos investigar se é possível aprender a ser mais espiritual. E a resposta é: sim. 


Para isso, é preciso antes de mais nada, servir como um espelho para seus filhos. É por meio de demonstrações e de estímulos externos que ele vai se conectar com algo superior - e caso isso demore, ou eventualmente não aconteça, é preciso que haja aceitação, pois só ela é capaz de manter um lar sereno e vibrando em paz e amor. 


O Ho'oponopono 


Te contamos neste artigo um pouco mais do ritual havaiano conhecido como Ho'oponopono. Sua proposta principal é assumir responsabilidades diante dos acontecimentos da vida e entender qual foi o seu papel dentro delas - um pouco semelhante até mesmo à Comunicação Não-Violenta, que explicamos aqui como funciona, e também ao Estoicismo, que te apresentamos aqui. 


Uma vez identificado o seu papel dentro da história, é hora de repetir o mantra principal da filosofia, que se relaciona principalmente com compaixão, perdão e empatia: Sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grato. Lembrando que não é preciso repeti-las em voz alta, pode ser somente mentalmente. Mais do que perdoar ao outro, é importante perdoar a si mesmo, e compreender que muito do que nos acontece, só ocorre porque permitimos determinadas situações. 


Para transmitir esses ensinamentos aos seus filhos, é preciso que você realmente os absorva para a sua vida. Sabemos que a primeira infância exerce bastante poder sobre quem somos futuramente. Portanto, nesse momento, mais vale o que você é e faz do que o que você diz e ensina. 


Utilizar o método havaiano feito para “para limpar crenças limitantes, padrões de autossabotagem, bloqueios e todo tipo de memória negativa que carregamos ao longo de nossa vida”, como nos lembra o portal Personare, vai ser importante na jornada de autoconhecimento e também de conhecer melhor a sua cria.


“Lembrem-se: as memórias surgem para serem libertadas. E as crianças fazem isso por nós, pois as memórias atuam através delas. Assim, ao identificar isto, comece a limpá-las, falando as seguintes frases para si mesmo: ‘Eu sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata(o)’”, diz a psicóloga Maria Cristina no artigo mencionado acima. 


Não é preciso que haja um evento traumático para começar a aplicar os ensinamentos da filosofia havaiana. Você pode usá-lo sempre que houver um mau comportamento, pois por trás dele, uma memória difícil pode estar se apresentando ou um padrão problemático da casa pode estar sendo perpetuado. Para isso:


  • Seja grato e ensine a gratidão para o seu filho

  • Seja gentil e compreensível tanto com ele, quanto consigo mesmo

  • Ensine o poder do perdão e como desculpar a si e aos outros pode ser libertador

  • Ensine também como o afeto pode fazer diferença em qualquer relação, das menores às maiores, sejam elas românticas ou não

  • Lembre-os que somos todos responsáveis pelo nosso próprio posicionamento dentro das histórias que nos acometem

  • Lembre-os também de sempre se expressarem e falarem aquilo que os incomoda, e isso não precisa ser feito de forma violenta ou somente quando se está no limite

  • Esteja atento naquilo que o seu filho faz sem perceber sempre que ele está em uma situação desconfortável. Pode ser uma repetição de algo que você mesmo faz, ou somente uma forma de pedir ajuda dele não-verbal.


Comece a ampliar o seu olhar para eles e para si também. A ideia é estar prestando atenção em si e no seu entorno. Lembre-se: é possível ensinar uma educação positiva, como Telma Abrahão nos ensinou, mas é preciso estar atento e disponível para as manutenções que todas as relações pedem. 

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Coloque em prática

8 maneiras de encontrar o seu propósito de vida

Faça essas perguntas a si mesmo e descubra um significado para o que faz

12 de Setembro de 2019


Pesquisas científicas já demonstraram que pessoas com propósito de vida vivem mais do que aquelas sem esse senso de significado. Para ajudá-lo a descobrir como ter uma vida com propósito, compartilho a seguir oito questões exploradas no meu livro Make It Matter (inédito no Brasil). Faça essas perguntas a si mesmo e as respostas podem ajudá-lo a identificar o seu objetivo de trabalho e vida: 1. Quais são os seus superpoderes? Não seja modesto. Você sabe no que é realmente bom. Como você pode alavancar essa força para fazer o bem ao mundo? Quando você escolhe usar essa habilidade em prol de um propósito, seu superpoder se eleva. 2. Quais são seus valores e crenças? No que você acredita com mais força? Quais são as crenças que ajudam a orientar as suas ações cotidianas? Permanecer fiel a esses valores não negociáveis ​​é uma das maneiras mais simples e diretas de encorajar as pessoas a trabalhar e viver com um senso de propósito. É inspirador vermos alguém vivendo de acordo com os seus valores, mesmo em tempos de adversidade. 3. O que você faria de graça? Preste atenção ao que você está fazendo quando perde a noção do tempo. Com o que você sonha acordado? Essas coisas que o absorvem podem ser sinais de algo que você deveria fazer e traria um significado profundo. 4. Quais foram seus momentos mais felizes? O que você estava fazendo nesses momentos? O que neles lhe proporcionou tanta alegria? Pense nessas situações. As recorrências mais comuns podem fornecer pistas sobre qual pode ser seu objetivo. 5. O que você aprendeu nas suas derrotas e vitórias na carreira? Reviravoltas profissionais são valiosas experiências de aprendizado. Reflita sobre o que estava acontecendo durante experiências que trouxeram dor e alegria. Quem você era naquela época? Em que você se destacou ou não? As pistas para o seu propósito talvez estejam ali. 6. Que ação precisa ser feita? Qual é a sua causa? Que problema precisa ser resolvido? O que o mundo precisa que você pode ajudar a resolver? Nosso propósito geralmente alimenta algo maior que nós mesmos. 7. O que os colegas de trabalho sentiriam falta se você não estivesse lá? Essa pergunta diz respeito àquelas características magnéticas que você tem e atraem outras pessoas. Os seus diferenciais podem revelar o que você pode perpetuar e melhorar a serviço de seu propósito de vida pessoal. 8. O que as pessoas dizem que você deveria fazer? Que comentários você escuta sobre os seus talentos? Você já ouviu a frase: "Uau, você poderia ser um ______"? Eis mais pistas sobre o caminho para uma existência com significado. Fonte: Scott Mautz, para Business Insider Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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