Coloque em prática

Organizar para viver: a limpeza da casa que traz bem-estar

Como manter o seu lar limpo e organizado pode ajudar no equilíbrio da sua mente e suas emoções?

26 de Fevereiro de 2020


Limpar sua casa não precisa ser visto como uma obrigação chata e demorada. “A virada nessa chave de entender que a organização do seu lar deve ser prazerosa, é um fator fundamental para essa ressignificação” explica a psicóloga Mariá Cristo. Feng Shui, Marie Kondo, não importa o método que você utilizar. O fundamental é enxergar a organização como parte da sua rotina mental, física e até espiritual. “A criação de uma rotina, qualquer que seja, nos ajuda a processar melhor as informações e organiza a forma como nosso cérebro armazena tudo que aprendemos e o que vamos aprender” explica a psicóloga. A organização de uma rotina de limpeza não foge a regra. Os movimentos repetitivos que essa prática demandam acabam por “treinar” o nosso sistema nervoso central, além de possuir um efeito calmante. A própria bagunça já nos remete a um desequilíbrio, a algo que não foi feito e deveria ter sido. Além disso, limpar exige concentração plena em uma só atividade, limpando consequentemente todo o resto das preocupações que porventura poderiam estar habitando nossa mente. “A máxima ‘uma coisa de cada vez’ acaba se tornando necessidade quando o assunto é limpeza. É impossível querer limpar todos os cômodos ao mesmo tempo, então você se vê obrigado a ir por etapas - como deveria ser em tudo na vida” comenta Mariá. Ambientes limpos, por si só, trazem esse conforto para a nossa mente quase que instantaneamente. Você já parou para pensar no reflexo que isso pode gerar? “Pesquisas garantem que viver em um ambiente limpo nos incentiva a comer melhor, se exercitar melhor e querer manter essa limpeza em todos os âmbitos da nossa vida” conta a psicóloga. Afinal, nada mais convidativo do que uma cama limpa e arrumada, ou menos convidativo do que uma louça suja, certo? Isso impacta também na sua vida: deixando suas roupas e acessórios cotidianos melhor dispostos na sua casa pode te trazer mais tempo para o que realmente importa! Esqueça tantos minutos perdidos para achar um simples sapato, gaste ele hoje fazendo uma meditação, ou passando um agradável e fresquinho café. Arrumação pode trazer também economia, seja contratando terceiros para te ajudar nessa atividade, ou até relembrando objetos que já nem recordava mais ter e pretendia comprar novamente. Isso é ainda mais eficaz na cozinha: uma boa disposição de alimentos na sua geladeira, por exemplo, faz com que você consuma todos eles ainda frescos, antes de estragar, sem ter que ficar comprando a mesma coisa toda semana. Isso também vai exercitar sua criatividade, te incentivando a testar receitas novas, por exemplo. Se for o caso do seu armário organizado, você vai querer fazer novas combinações de peças e composições diferentes que vão te trazer alegria e melhora na autoestima. Decoração da casa também entra nesse balanço: tudo arrumado te dá espaço na mente para pensar que aquele antigo vasinho, se pintado de outra cor, poderia ganhar uma nova vida em outro cômodo. Arrumar objetos também significa se desfazer do que não é mais necessário. Isso trará mais espaço ao seu lar e uma sensação de renovação, de tomar as rédeas da sua própria vida e tirar o que não faz bem. “Durante uma higienização, há uma mudança muito significativa dentro do próprio sujeito, atrelada não só aos conceitos de estar sendo produtivo em algo para si, mas também uma sensação de organização interna e renovação” conclui a psicóloga. Economia, saúde mental, ganha de tempo… Os benefícios são muitos! Até mesmo sua saúde física é beneficiada, pois a faxina é também um exercício até mesmo aeróbico. Sua função cardiorrespiratória é beneficiada, sem contar os quilinhos que você perde durante a função. Um estudo canadense nomeado PURE, e publicado na revista científica The Lancet , provou por A + B como limpar a casa é sim tão eficaz como qualquer outra atividade física, trazendo então os mesmos benefícios da mesma. É ou não é uma atividade completa? DICAS PRÁTICAS PARA COMEÇAR A ORGANIZAR AINDA HOJE
  • Escolha um método já pré-estabelecido por alguém que entenda do assunto, como Feng Shui e suas cores, ou Marie Kondo e seus livros e séries só sobre o assunto.
  • Escolha por qual cômodo vai começar. A dica é dar preferência para cômodos onde você costuma passar mais tempo, como o quarto ou a sala.
  • Crie uma misturinha de limpeza do seu gosto. Use e abuse de óleos essenciais aromáticos para isso. Você vai querer sentir aquele cheiro sempre!
  • Reutilize seus próprios objetos decorativos, mas dê uma nova cara a eles! O próprio processo de estilização já será prazeroso.
  • Chame seu parceiro para ajudar ou alguma pessoa que te faça bem. Isso vai promover a integração e deixar tudo mais divertido.
  • Som na caixa, DJ! Coloque aquela música que levanta o seu astral independente da hipótese e se jogue nessa faxina com direito a vassoura servindo de microfone.
  • Use roupas confortáveis durante todo o tempo, e não force sua coluna em atividades muito intensas todas em um mesmo dia.
  • Assim como o cozinheiro, prepare um verdadeiro “ mise en place ” da sua faxina, mas ao invés de deixar os legumes picados, aqui a regra é deixar todos os panos e baldes já limpos e prontos para serem usados.

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Coloque em prática

Como ser mais resiliente?

É possível ser mais resiliente ou já nascemos determinados a suportar uma determinada quantia de percalços? Conheça os 5 “A’s” que podem te ajudar!

24 de Fevereiro de 2022


O segundo episódio da sétima temporada do Podcast Plenae contou a história de superação da atleta paralímpica Verônica Hipólito, que mesmo diante de todas as barreiras que a vida e suas condições físicas lhe impuseram, nunca parou de lutar - nem mesmo quando acreditou que pararia. 


Representante do pilar Mente, a atleta de apenas 25 anos já enfrentou situações que pessoas muito mais velhas jamais imaginariam, como quatro cirurgias e um AVC. Era de se esperar que ela então buscasse desacelerar, uma vida mais pacata e com menos emoção. Mas, como ela própria define, “"A zona de conforto é um lugar prazeroso, pena que nada acontece lá".


Resiliência


Aqui no Plenae, já te contamos sobre as capacidades de resiliência e plasticidade, ambos conceitos inspirados na ciência. O primeiro fala sobre a capacidade que alguns materiais possuem de retornar ao seu estado original após sofrerem uma deformação ou um impacto. Já o segundo, a plasticidade, fala sobre adaptação, sobre não voltar necessariamente a ser o que era, mas sim, se adaptar ao novo formato.

Mas sabemos que resiliência é também uma palavra em alta. Em uma pesquisa rápida pelo Google, encontra-se mais de 18 milhões resultados compatíveis com a palavra. O Instagram também surpreende: são mais de 4 milhões de publicações utilizando a hashtag. 


Mas como é possível ser tão resiliente? Se você tem a sensação de que é o único que ainda não aderiu à “moda”, fique tranquilo! Vale lembrar que nem tudo que se vê nas mídias sociais é realmente verídico, e você pode acabar desenvolvendo uma FOMO, o Fear of Missing Out, ou o medo de estar de fora.


Além disso, muitos desses números que trouxemos diz respeito à buscas, ou seja, pessoas que também estão atrás de desenvolver essa capacidade, porque acreditam que ela seja um importante mecanismo de defesa e também de equilíbrio para nossa saúde mental, afinal, não podemos padecer diante de todas as adversidades que a vida nos impõe.


Para o Instituto de Psicologia Aplicada, “a resiliência é um termo abordado, principalmente, na Psicologia positiva”, e as principais formas para uma pessoa se tornar mais resiliente são por meio da atitude positiva, otimismo, regulação de emoções, habilidade de ver o fracasso e controle dos impactos do estresse.


“Na Psicologia, a resiliência pode ser uma forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ainda, vale relembrar que essa habilidade não é um dom mágico, mas, sim, uma forma de trabalho mental e emocional para lidar com as dificuldades”, diz Fábio Augusto Caló, psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB

Separamos a seguir algumas dicas que podem te ajudar a trabalhar melhor a resiliência, todas começando com a letra A! Mas lembre-se: o segredo tanto para essa capacidade quanto para outras mora sempre na frequência da prática. Insista! Ela não irá se aprimorar de um dia para o outro.


  • Adaptação: trabalhe o seu psicológico para que a flexibilidade seja regra em sua vida, afinal, não sabemos como será o desdobramento de nada que nos acontece, mas podemos controlar o nosso posicionamento diante disso - como ensinavam os estóicos, que te contamos melhor aqui.

  • Assertividade: ainda tendo em vista os ensinamentos da corrente filosófica do estoicismo, tente ser mais assertivo, ou seja, não deixe a negatividade te paralisar e vá direto para a prática: como posso solucionar esse problema diante de mim?

  • Aprendizado: Uma vez que o problema está posto e já aconteceu, aprenda com os erros cometidos ao longo dele. Fui eu que ocasionei essa situação? O que eu poderia ter feito de diferente? Um pouco do que trouxemos quando te ensinamos a praticar mais o autoperdão. 

  • Alívios: Que os sentimentos negativos irão existir, isso é um fato. É impossível passar uma vida sem senti-los ao menos uma vez. Só fique atento se eles se tornarem excessivos, e busque caminhos pessoais para liberá-los. Que tal começar uma prática divertida como dança? Correr também pode ser uma boa pedida. Exercícios físicos liberam hormônios positivos muito bem-vindos nesse momento!

  • Autoestima: Tenha mais autoestima (você sabe como ela é formada?) e confie em si mesmo! Não caia em Síndromes do Impostor e acredite que você não só pode como vai chegar lá, onde quer que esse “lá” seja.

  • Amigos: Alguns momentos em nossa vida, ter uma rede de apoio é fundamental - como o luto, que explicamos aqui. Mas faz parte do processo de otimização da sua resiliência ter em quem confiar. Trabalhe suas relações com afinco!


Pronto, você agora já possui alguns caminhos que vão te ajudar nessa jornada rumo a mais resiliência. Aplique em seu cotidiano todas essas dicas - ou pelo menos algumas delas - e observe as mudanças que irão acontecer. Esteja aberto ao novo, ao erro e as tentativas. 

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