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Plenae Drops: Telma Abrahão e os 3 passos para a educação positiva

Escutar, compreender e legitimar são os primeiros passos para melhorar as relações. Telma Abrahão, na quinta edição do Plenae Drops.

18 de Agosto de 2021


Sua forma de educar é positiva e consciente? A educadora e escritora Telma Abrahão tem dedicado toda a sua carreira estudando o tema e hoje traz algumas dicas que podem atenuar esse processo.

O primeiro passo é desenvolver a sua própria empatia e ouvir com atenção. Quando você é empático, começa a olhar a necessidade do outro, não só as suas, e isso é de suma importância no trato com as crianças, que ainda precisam muito da nossa ajuda e não sabem se expressar como esperamos. "Quando escutamos nossos filhos, as chances deles nos escutarem aumenta muito", diz a especialista.

O segundo passo é aprender a validar as emoções. Muitas vezes, falamos somente o que nos toca sem refletir muito a respeito. Entender as próprias emoções é um caminho importante para melhorar a compreensão dos sentimentos alheios e, assim, achar uma via positiva para a comunicação.

Por fim, compreenda que as crianças possuem um cérebro ainda imaturo, e cabe aos adultos gerenciar suas próprias expectativas em relação ao comportamento de seus filhos, que ainda não tem condição neurológica de lidar com o que ela sente.

Lembrar que ela precisa de você para regular seu próprio equilíbrio é também tirá-la do papel de vilão e, assim, estreitar laços que podem estar frouxos. Você está disposto a ressignificar essa relação? Aperte o play e inspire-se!

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Como o perdão pode trazer benefícios para sua vida

Desculpar ou desculpar-se com alguém pode ser benéfico não só para suas relações, mas também para sua saúde.

14 de Maio de 2020


Quem nunca passou por uma situação delicada e até constrangedora onde teve que pedir desculpas? E quem nunca pensou que ouvir um pedido de desculpas específico faria a situação toda mudar? A palavra perdão tem origem no Latim perdonare , onde o per - significaria “total, completo”, e o donare , “dar, entregar, doar”. Logo, perdoar é se entregar, doar completamente. E é por isso que pode ser tarefa tão difícil. Em sua palestra para centenas de pessoas em formato Ted Talks , a pesquisadora em direito Rianne Letschert discorreu sobre o poder do perdão através dos tempos, tanto em caráter individual, quanto em contextos macro - como o perdão de guerra, por exemplo. Por que ele nos é tão vital, e por que é tão difícil de pedir quando fomos nós que erramos? Para ela, a dificuldade mora justamente em se colocar na posição de vulnerabilidade e, dependendo do caso, uma vulnerabilidade até mesmo legal. Assumir a posição de quem se desculpa, é também assumir a posição de quem esteve do lado errado da história em algum momento. Assim como assumir a posição de quem concede o perdão, é revelar que um dia esse indivíduo foi lesionado e machucado de alguma forma. Mas há o outro lado também. Quando você pede perdão, você assume uma posição também da indulgência, e se torna capaz de desenvolver mais empatia nos próximos episódios de sua vida, melhorar a expressão dos seus sentimentos e até tender à positividade. Perdoar alguém também pode te modificar de alguma forma. “O perdoar é uma das emoções positivas que permitem que a gente construa um cardápio de emoções ou de atos e pensamentos positivos, ampliando essa gama” explica o neurologista especialista em cognição, Fabiano Moulin. “O aumento dessa gama de sentimentos bons possibilitam um equilíbrio importante para nosso corpo, tanto à curto prazo para que eu seja mais feliz, quanto à longo prazo, para que eu evite doenças de natureza vascular ou inflamatórias”. E quais doenças são essas? Infartos, AVCs e até doenças como a depressão e a ansiedade. “O que a gente chama de saúde mental é essa flexibilidade que a nossa mente tem, é a nossa competência e capacidade de permear e de usar com parcimônia as várias emoções que sentimos” explica Fabiano. “Saúde mental é dançar conforme a dança, sem escolher a música, e sem forçar os passos. Sentimentos positivos, como a gratidão e o perdão, funcionam como uma proteção em momentos ruins, pois desencadeiam no nosso cérebro toda a gama de outras sensações positivas que somos capazes de sentir, assim, não ficamos focados somente na negatividade” conclui. Para ele, nosso cérebro é espontaneamente programado para reagir com mais intensidade e rapidez à sentimentos negativos. Portanto, desencadear o oposto demanda prática e treino diário. Essa prática consiste em uma série de novos posicionamentos diante da vida, como se manter positivo e grato, pedir perdão e perdoar, etc. Por trás de todo ressentimento e desapontamento, há um enorme fardo físico. Sentir rancor pode afetar atividades fisiológicas, causando tensão dos músculos da face, aumento nos batimentos cardíacos e pressão arterial, além de sudorese e sensação de perda de controle, de acordo com o site WebMD. Até mesmo nosso sistema imunológico pode ser agraciado positivamente com a prática, segundo esse estudo conduzido por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Duke. Além disso, praticar o ato das desculpas com o outro, seja pedindo ou concedendo, também é praticar o ato do auto perdão. Pesquisadores da Universidade Baylor publicaram um estudo no Journal of Positive Psychology onde eles descobriram que, quem pede perdão, tem mais chances de perdoar a si mesmo. Isso porque a pessoa para de achar que, para ser desculpada, ela precisa se sentir mal. Descobrir esse outro lado da moeda nos deixa livre para seguir perdoando, pedindo perdão, sem que haja uma sensação generalizada de culpa e angústia. Há ainda muitos outros benefícios de se perdoar e pedir perdão, tanto para sua saúde como para suas relações. E o melhor é que, além de trazer benefícios positivos, a prática pode ser praticada diariamente em sua rotina, a qualquer hora e qualquer lugar. Que tal começar ainda hoje a colocar em ação? Peça desculpas. Desculpe o próximo. E tenha assim uma vida mais plena, longa e satisfatória.

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