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Amizades casuais aumentam a felicidade

Laços superficiais podem oferecer recompensas fortes

30 de Maio de 2019


Pense nos seus colegas da academia, nos pais que você vê na fila da escola, no seu garçom favorito. A conexão com essas pessoas que você conhece superficialmente é o que o sociólogo Mark Granovetter chama de “laços fracos”. Essas amizades casuais podem ter um impacto positivo em nosso bem-estar, ajudando-nos a nos sentir mais conectados a outros grupos sociais, e menos solitários também. Um estudo de 2014 descobriu que quanto mais laços fracos uma pessoa tem, mais feliz ela se sente. Manter essa rede de contatos também contribui para o sentimento de pertencer a uma comunidade, descobriram os pesquisadores. Conexão O desejo de pertencer e formar ligações sociais é uma necessidade humana básica, juntamente com comida, sono e segurança. Mas, uma vez que atingimos os 25 anos, o número de amizades começa a diminuir lentamente ao longo do tempo, de acordo com um estudo de 2016. À medida que envelhecemos e as prioridades mudam, manter um calendário social torna-se menos importante. Em seu trabalho examinando as interações sociais, Gillian Sandstrom, professora de psicologia da Universidade de Essex, descobriu que manter uma rede de conexões superficiais nos fortalece em nossa comunidade, especialmente depois de um grande afastamento da família e de amigos próximos ou da perda de um ente querido. Veja como você pode aproveitar ao máximo esses relacionamentos Converse com outras pessoas. Sandstrom sugere que os participantes de seus estudos falem com uma nova pessoa por semana. “Quando você dá permissão para as pessoas conversarem e elas aceitam, elas se divertem”, diz. Copie seus amigos simpáticos. Você tem amigos que parecem iniciar uma conversa com todos no bar? Observe-os: como eles iniciam o papo? Que perguntas fazem? Quais tópicos eles evitam? Faça conversas significativas. Se seu objetivo é que as amizades superficiais evoluam para algo mais significativo, é importante que a troca seja de qualidade. O senso de conexão com alguém acelera o processo para criar uma amizade mais profunda. Fonte: Allie Volpe, para The New York Times Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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Os sonhos durante a quarentena

Como andam os seus sonhos na quarentena? Se a resposta for conturbados, a ciência pode te ajudar a entender o porq

2 de Junho de 2020


O mundo e o país se encontram em meio a uma pandemia, que subitamente nos obrigaram a estarmos fechados em casa, adaptando nossas rotinas e compreendendo as nossas novas limitações. Sem falar na quantidade de notícias que estamos consumindo, acerca do tema e de suas atualizações nem sempre muito positivas. Esse alto fluxo de novas informações refletiu, para muitas pessoas, em suas atividades oníricas, ou seja, nos seus sonhos. Mais do que alta quantidade, há diferentes relatos de pessoas alegando estarem sonhando com mais frequência, mais intensidade e em enredos estranhos, para se dizer o mínimo. Para entender o porquê disso acontecer, é necessário voltar duas casas antes e compreender a real função do sonho. Há diferentes linhas de pensamentos que estudam esse mesmo fenômeno . Para a psicanálise , por exemplo, o sonho nada mais é do que uma resposta do seu inconsciente a tudo que sua psique foi exposta, seja na vida ou somente naquele dia. É por isso que às vezes revisitamos eventos traumáticos, alegres ou até que nos passaram despercebidos enquanto dormimos. Ele é também o responsável por tocar em nossos mais profundos medos e desejos recalcados. Já para a neurociência , a atividade onírica tem um papel fundamental para nossa sobrevivência. Isso porque ela nos expõe a situações que poderiam acontecer na vida real, nos preparando para tais eventos antes mesmo de seu acontecimento. Por fim, a medicina como um todo entende que, enquanto sonhamos, ativamos áreas cerebrais nem sempre estimuladas ao longo do dia. Isso tem um ponto bastante positivo: enquanto estamos concentrados em sonhar, as outras atividades do nosso cérebro podem se concentrar somente em sua atividade principal, que é a regeneração de nossas células. Agora que entendemos o sonho sob diferentes óticas, vamos entender as possíveis razões que estão tornando esse momento do nosso dia um tanto conturbado durante a quarentena. Elaboração da realidade Seguindo a linha de raciocínio psicanalítica, os sonhos podem estar mais intensos na quarentena porque, naturalmente, estamos sentindo mais medo e sendo expostos à desafios completamente novos. Isso tudo nos afeta em algum grau, e o sonho pode ser uma tentativa que o nosso inconsciente encontra de elaborar todas essas incertezas, dar forma e rostos à ela, tornando mais fácil a compreensão a nível consciente desse momento. Uma equipe de cientistas está inclusive compilando esse material onírico para compilar e estudá-lo posteriormente. Formada por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o grupo já reúne mais de 500 relatos. Ainda é cedo para se ter uma conclusão, como conta o professor Gilson Ianinni, da UFMG, para reportagem da BBC . Mas alguns padrões já podem ser analisados, como medos e angústias surgindo de formas metaforizadas, sensação de alívio ao perceber que não estão sozinhos e, enfim, uma melhor elaboração da realidade ao seu redor e do seu próprio sonho ao colocá-lo em palavras. Realidade estressante A falta de estímulos externos e a alta exposição a sentimentos como ansiedade, medo, incerteza e fúria, pode nos colocar em uma situação cerebral muito estressante, alterando até mesmo nossos níveis hormonais, como alta no cortisol e baixa na serotonina. Isso pode gerar, dentre outras coisas, uma má qualidade no sono, insônia ou até excesso de sono, vai depender do organismo de cada um. E, ainda que o sujeito consiga dormir suas horas necessárias, alega acordar se sentindo cansado, pois teve que despender energias também durante o sono, que deveria ser relaxante mas não é. Isso porque, para dormirmos bem, precisamos estar relaxados como um todo. Quem nunca foi dormir com um turbilhão de pensamentos negativos na cabeça e enfrentou dificuldades? A quarentena é como uma sucessão de noites como essa, o que acaba por refletir em nossos sonhos, já que estamos expostos a isso. Mais ciclos REM Ciclos REM são ciclos do sono que podem durar até 120 minutos e acontecer mais de uma vez por noite. É quando temos nossos sonhos mais vívidos, e também quando nossos olhos se movimentam mais rápido, pois é uma fase em que sua atividade cerebral está em pleno funcionamento. Alguns especialistas acreditam que estamos tendo mais ciclos como esse durante nosso sono, em especial os que estão dormindo mais tempo, pois há mais oportunidade desse ciclo acontecer. Por termos mais ciclos REM, consequentemente, temos mais sonhos vívidos e intensos. Atrelado às duas hipóteses anteriores, como exposição ao estresse, é a receita perfeita para os pesadelos. É nesse momento do sono que também costumamos acordar ou termos mais probabilidade de despertar. Logo, a matemática é simples: tendo mais ciclos como esse, temos mais chances de acordar durante um deles, o que torna mais fácil nos lembrarmos o que estávamos sonhando. Por isso essa impressão coletiva de estarmos não só sonhando mais, mas também nos lembrando mais de nossos sonhos. E você, sente que também tem sonhado muito? Talvez você se identifique com uma das hipóteses para isso estar acontecendo. A dica Plenae é: atente-se ao que sua mente quer te dizer. Escute-a, e simbolize essa mensagem. Anote seus sonhos em um caderno e fale com seu psicólogo, que irá te ajudar nessa imersão. O autoconhecimento pode ser um caminho longo e, por vezes, tortuoso, mas é extremamente vital para o nosso bom funcionamento, principalmente em termos delicados como esse que estamos vivendo. Cuide-se!

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