Para Inspirar

Conheça os benefícios da Meditação Transcendental

A técnica possui semelhanças e objetivos semelhantes a outros tipos de meditação, mas busca atalhos mais rápidos que possam ser incluídos no seu dia

5 de Fevereiro de 2021


Para a maioria das pessoas, a meditação é uma tarefa sedutora na mesma medida que complexa. Isso porque suas promessas de mudança são tentadoras, e há comprovações científicas de seus benefícios, como o episódio da série Explicando mostrou - dentre as outras tantas comprovações pela internet.

Mas ela exige que visitemos lugares internos muito profundos, por vezes escondidos e até doloridos. Mais do que isso, ela nos desafia, em meio a uma sociedade moderna acelerada e imediatista, que paremos para ficarmos em silêncio. E não um silêncio qualquer, - que por si só, já seria benéfico - mas um silêncio externo e uma imersão interna.

É proibido, por exemplo, estar relaxado a ponto de pegar no sono, pois meditação não é (só) sobre relaxamento, mas sim, sobre a expansão da consciência e da sua capacidade cerebral que repercutirá em outros aspectos da vida. Mas ela, por consequência, acaba trazendo um domínio maior sobre si mesmo e sobre suas emoções.

Há diferentes técnicas que você pode seguir para conseguir meditar , mas todas elas levam um tempo considerável tanto na prática, quanto nos primeiros passos, até que você consiga estabelecer essa conexão tão valiosa consigo mesmo. Mas há uma, em específico, que vem ganhando notoriedade: a Meditação Transcendental.

Fundada pelo líder espiritual Maharishi Mahesh Yogi, ela “é única entre as técnicas de meditação, e se distingue por ser sem esforço, natural e de grande eficácia", como promete um dos sites sobre a prática . Ela é simples, natural e sem esforço, praticada de 15 a 20 minutos, feita duas vezes por dia. O praticante pode meditar em qualquer lugar onde possa se sentar confortavelmente, sem depender de um mestre, um local ou posturas específicas.

“A técnica da Meditação Transcendental permite que sua mente se aquiete e mergulhe para dentro, além do pensamento, a fim de experimentar o reservatório silencioso de energia, criatividade e inteligência encontrado dentro de cada pessoa – um estado natural de alerta em repouso. Durante a prática desta meditação, seu cérebro funciona com significativa maior coerência e seu corpo adquire profundo repouso”, diz o site.

Diferença

Para o Dr. James Krag, presidente da Sociedade Psiquiátrica da Virgínia, a meditação é como um medicamento e, assim como os medicamentos, há vários tipos deles, tanto em composição quanto em finalidade. Para ele, apesar de o nome completo nem sempre ser usado, a maioria das pesquisas que falam sobre meditação estão se referindo justamente à prática da Meditação Transcendental.

Porém, ele pontua: “Se a pesquisa mostra que um medicamento específico ajuda a tratar uma doença, seria irresponsável e ilógico concluir que todos os medicamentos ajudam a tratar aquela doença. Da mesma forma, a pesquisa sobre a Meditação Transcendental não deve ser generalizada e incluir outras técnicas que também são chamadas de ‘meditação’.”.

Segundo o instrutor de Meditação Transcendental, Mario Henrique, as técnicas de meditação se encaixam em três categorias básicas: Concentração, Contemplação e Transcendência. Na primeira, como explica, existe um nível de esforço relativamente alto. Na segunda, existe um esforço cognitivo médio.

Já na técnica da Meditação Transcendental quase não há esforço cognitivo, Isso não é, de forma alguma, ruim. Pelo contrário, ela mantém a alta coerência cerebral, melhorando seu foco, criatividade e até sua tomada de decisões. Ela também proporciona um nível de relaxamento muito profundo, que pode trazer um verdadeiro reequilíbrio hormonal e arterial, além de eliminar tensões profundamente enraizadas.

“Uma outra característica que só encontramos na Meditação Transcendental é a redução na atividade do Tálamo cerebral, responsável pela conexão dos estímulos sensoriais ao cérebro e pela sensação de interiorização e de introspecção, recolhimento em si mesmo” diz ele.

No site oficial da prática , você encontra caminhos para aprender a técnica, que apesar de ser fácil, é melhor se for feita com um instrutor nas suas primeiras vezes. Para eles, a principal diferença entre a Meditação Transcendental das demais é que ela busca ser mais simples e, assim, acoplar-se ao dia a dia da pessoa.

“O ensinamento de Maharishi é, essencialmente, demonstrar que a verdadeira meditação é exatamente o oposto do que as pessoas hoje entendem por “meditação”: uma forma de concentrar-se ou de controlar a mente. Mesmo que façamos o menor esforço, como a maioria das técnicas de concentração exige, ainda assim estaremos mantendo a mente ativa, o que impede que a mente transcenda para o nível mais refinado do pensamento e experimente o silêncio profundo” como dizem.

O grupo já ensinou a técnica para mais de 100 mil pessoas, seja em empresas, indivíduos sozinhos ou até entidades como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Isso porque realizar essa meditação é importante para evitar doenças psicossomáticas, estresse social e promover um ambiente de paz para todos - sobretudo aos que são expostos a episódios estressantes diariamente.

Separe um tempo do seu dia para dominar a técnica e buscar mais equilíbrio para seus dias. Mergulhar em sua consciência nem sempre precisa ser através de um caminho longo e árduo, afinal, você é sua própria morada, e deve se sentir confortável em sua companhia.

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Ter um animal de estimação pode ser bom para a sua saúde

Mais do que alegrar o ambiente, os animais de estimação desempenham um papel importante para a nossa saúde. Confira mais!

31 de Março de 2021


No segundo episódio da quarta temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, mergulhamos no tocante relato do publicitário e criador de conteúdo, Rafael Mantesso . Ainda casado, ele buscava em um animal de estimação, de forma inconsciente, as mesmas características que possuía em si e não sabia explicar.

Nessa procura, ele encontrou Jimmy, um cachorro da raça bull terrier extremamente dócil, leal, silencioso e um tanto obsessivo, assim como seu tutor. A conexão foi tanta que, mesmo com o fim do casamento de Rafael, a tutela do cão ficou para ele. Porém, todo o restante da mobília da casa foi para sua ex-esposa, deixando assim o ambiente completamente vazio e melancólico.

Para lidar com essa situação, Rafael passou a pegar caixas de papelão no supermercado para preencher o espaço vazio, inicialmente. Porém, depois elas se tornaram cenário dos seus mais criativos desenhos, hábito que ele retomou nesse período complexo.

Tendo Jimmy como parte do cenário e protagonista das cenas, o sucesso foi estrondoso. Rapidamente, a conta de Rafael passou a ganhar milhares de seguidores, propostas comerciais e um contato que mudaria sua vida: uma neurologista da Nova Zelândia que solicitou o uso de suas imagens em seu trabalho sobre a interação de animais de estimação com autistas.

Esse pedido só confirmou o que há muito Rafael já suspeitava: ele possuía a Síndrome de Asperger, uma forma leve do autismo, e desde então, passou a entender porque preferia a companhia de seu cachorro a de outros seres humanos e qual era o papel crucial de Jimmy em sua vida.

O resto da história você confere em seu episódio completo, mas o caso é que animais de estimação exercem uma função verdadeiramente terapêutica a diferentes males dos seres humanos, ainda que a gente nem perceba. E quais seriam esses benefícios afinal?

Terapia em 4 patas

Não é um achismo: pets podem ser terapêuticos. Esse fato é tão comprovado que há inclusive uma área toda dedicada a isso, chamada zooterapia. Ela tem como objetivo trazer a presença do animal para o tratamento de seu tutor, gerando mais calma e alegria para quem está internado, por exemplo, e até ativando estímulos sensoriais, como o toque e o faro.

Aqui no Brasil, essa terapia é feita há pelo menos 60 anos, mas somente de uns tempos para cá que os maiores hospitais se atentaram a sua eficiência. O hospital Albert Einstein, por exemplo, agora permite a entrada de cães em horário de visita inclusive na UTI.

Dentro dessa prática, há dois caminhos possíveis a serem seguidos: a Terapia Assistida com Animais (TAA), mais complexa e com a necessidade do acompanhamento de um profissional da saúde; e a Atividade Assistida com Animais (AAA), mais livre e abrangente onde a visita do animal é meramente recreativa e a atuação do mesmo será menos intensa.

Ao ter contato com os pets, o nosso cérebro ativa o chamado sistema límbico, uma região localizada abaixo do córtex frontal e também conhecida como nosso “cérebro emocional”. É ali onde nossas emoções são ativadas e, no caso de se relacionar com bichos, há liberação de endorfina, o hormônio que nos gera tranquilidade, bem-estar, entre outros benefícios.

A zooterapia pode ser desempenhada também fora do ambiente hospitalar, como uma espécie de terapia assistida em casa, para pacientes com comorbidades crônicas. Ela acaba sendo um modelo completo e transversal, pois atua tratando dos problemas físicos e psicológicos também.

Ainda se tratando de doenças emocionais, engana-se quem pensa que a atuação animal se dá somente em pacientes depressivos ou ansiosos. Esses dois grupos são evidentemente bastante influenciados positivamente. Mas pacientes com esquizofrenia, por exemplo, também são beneficiados.

Isso porque ter um cachorro ou um gato ajuda na formação de um vínculo afetivo sólido, que é trabalhado diariamente. Até mesmo contato com cavalos, os “pets” maiores, também pode proporcionar essa afinidade tão intensa. Uma pesquisa brasileira demonstrou que muitos pacientes esquizofrênicos ou bipolares se sentiam mais confortáveis na presença de um pet do que de seres humanos, além de um aumento de autoeficácia e autoestima.

Atuação física

Saindo do campo dos neurotransmissores e outros estímulos cerebrais e indo para outras áreas da anatomia, os animais também desempenham papéis importantes. Há uma série de estudos que apontam para o benefício de cachorros e gatos em problemas respiratórios, prevenção de AVC e até rastreio de câncer e hipoglicemia.

Estudos, aliás, não faltam quando o assunto é essa nossa relação com nossos melhores amigos. Uma pesquisa de 1980 realizada pela Universidade da Pensilvânia comprovou um aumento na taxa de sobrevivência nos pacientes cardíacos que eram tutores de animais de estimação. Anos depois, a cardiologista Karen Allen, pesquisadora da Universidade do Estado de Nova York, foi além e comprovou que a parte do grupo analisado que possuía animais apresentou redução no estresse e, consequentemente, na pressão arterial.

Eles também podem fortalecer nosso sistema imunológico, nos protegendo de alergias, sobretudo nas crianças, que ainda estão em formação. Elas são aliás um público perfeito para se ter um pet, como defende esse artigo . Ter um cachorro na infância é benéfico para criar senso de responsabilidade, maturidade emocional, menor risco de obesidade, entre outros!

Ter um pet exige algumas necessidades, como levá-lo para passear, e isso faz com que o seu tutor obrigatoriamente se movimente e se exercite nessa caminhada. Socialização, memorização e concentração são outros benefícios advindos dessa interação entre homem e animal, pois é colocada em prática todos os dias. O aumento de passadas diárias reduz a incidência do enfraquecimento dos músculos e da sarcopenia.

Esses últimos benefícios, aliados ao fato de que ter um pet diminui a sensação de solidão e ajuda no processo do luto nos leva a próxima e última conclusão: além das crianças, os idosos são o perfil ideal e extremamente beneficiados na presença de um pet.

Assim como Rafael Mantesso, comece a pensar em todos os fatores positivos que ter esse companheiro para a vida toda poderia trazer para sua mente, corpo, espírito, contexto, relações e até propósito. De forma completa, o um pet contempla todos os seus pilares Plenae com a certeza de que ele se manterá ali nas horas boas e ruins. Abrace a causa e procure um melhor amigo para chamar de seu!

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