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É possível brecar o envelhecimento?

As causas do envelhecimento são complexas e pouco claras.

22 de Novembro de 2018


As causas do envelhecimento são complexas e pouco claras. O relatório mais completo sobre longevidade já lançado, The Science of Longevity (em português, A Ciência da Longevidade), apresenta dois caminhos possíveis para a intervenções promissoras no processo de envelhecimento. Primeira proposta. Entender as causas profundas do envelhecimento e detê-las antes que os danos se instalem. Seria o mesmo que mexer nas engrenagens de um relógio para fazê-lo voltar a funcionar corretamente, segundo o relatório. Segunda proposta. Aumentar os investimentos nas pesquisas com drogas que já mostram resultados. Entre elas, as geroprotetoras. Muitas vezes reaproveitadas a partir de medicamentos já disponíveis no mercado, elas visam atuar em uma grande variedade de caminhos metabólicos que desempenham algum papel no envelhecimento. Antioxidantes, anti-inflamatórios e medicamentos que imitam a restrição calórica, que comprovadamente amplia a saúde em animais de laboratório. As nanotectologias também entrariam nessa cesta de possibilidades. Nanopartículas de carbono, por exemplo, já demonstraram combater infecções virais e íons perigosos, além de estimular o sistema imunológico e prolongar a vida útil em camundongos – embora ainda haja dúvidas sobre a validade dos resultados. O sangue é outra fonte promissora e surpreendente da juventude: estudos recentes descobriram que as moléculas do sangue de jovens rejuvenescem o coração, o cérebro e os músculos de roedores idosos. Leia o artigo completo aqui .

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Ter uma meta na vida evita o declínio físico

O maior senso de propósito também está associado à redução dos riscos de incapacidade, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e distúrbios de sono, entre outros problemas de saúde.

14 de Fevereiro de 2019


Entre os inúmeros estudos sobre a influência do propósito de vida sobre a saúde física e mental, chama a atenção o publicado no fim de 2017 na revista médica JAMA Psychiatry . Nele, pesquisadores de Harvard tentam responder à seguinte pergunta: “Um propósito mais alto na vida está associado a menor probabilidade de declínio da função física?” Para isso, primeiramente, usaram por base uma pesquisa nacional americana, o Estudo de Saúde e Aposentadoria, com pessoas acima de 50 anos. Coletaram informações em dois momentos, em 2006 e 2010. Metade dos entrevistados passou por avaliações físicas e psicológicas. O teste físico mediu a força de preensão e a velocidade de caminhada de cada pessoa. Para medir o senso de propósito, os entrevistados receberam um questionário baseado nas “Escalas de Bem-Estar Psicológico”, da psicóloga Carol Ryff. Os pesquisadores de Harvard notaram que o senso de propósito pode evoluir ou crescer. A partir disso, a saúde mental e a função física podem ter melhoras significativas. Principal autor do estudo, Eric Kim descobriu que o maior senso de propósito também está associado à redução dos riscos de incapacidade, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e distúrbios de sono, entre outros problemas de saúde. “Levar uma vida com propósito não só é bom e significativo, existencialmente falando”, escreveu Ryff em um comentário sobre o estudo, “também pode contribuir para melhorar a saúde da crescente população idosa.” Leia o artigo original aqui .

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