Para Inspirar

Escolaridade protege o coração de doenças

Além dos fatores já conhecidos de risco como tabagismo, hipertensão arterial e colesterol, existe uma incerteza sobre outros desencadeantes potenciais.

22 de Novembro de 2018


A doença arterial coronariana (DAC) é a principal causa de morte no mundo. Além dos fatores já conhecidos de risco como tabagismo, hipertensão arterial e colesterol, existe uma incerteza sobre outros desencadeantes potenciais. Entre eles, condições socioeconômicas, como o ensino superior. Para averiguar se de fato esse é fator de risco, uma pesquisa da Universidade de Londres utilizou-se de dados genéticos de mais de uma centena de estudos e cruzou-os com resultados de uma pesquisa observacional tradicional com 164.170 voluntários. Método da pesquisa. A análise principal foi baseada em dois grandes consórcios que incluíram 112 estudos de países predominantemente de alta renda. Os achados das análises foram então comparados com resultados dos voluntários. Finalmente, analisaram os dados genéticos de seis consórcios adicionais para investigar se uma educação mais longa pode alterar causalmente os fatores mais conhecidos de risco cardiovascular. A análise principal foi de 543.733 homens e mulheres, predominantemente de origem europeia. Resultados. Levando sempre em conta a predisposição genética para as doenças coronarianas, os anos de educação adicional foram associados a um terço menor de risco de doença coronariana. Isso foi comparável aos achados de estudos observacionais tradicionais. A educação quando aprimorada está associada ao menor índice de tabagismo, de massa corporal e um perfil lipídico (colesterol) sanguíneo favorável. Conclusões. A baixa escolaridade é um fator de risco causal no desenvolvimento da doença arterial coronariana. Os mecanismos potenciais podem incluir tabagismo, índice de massa corporal e lipídios no sangue. Em conjunto com os resultados de estudos com outros projetos, esses achados sugerem que o aumento da educação pode resultar em benefícios substanciais para a saúde. Assista o vídeo explicativo e leia a pesquisa completa aqui.

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Para Inspirar

As relações que curam

Moshe Frenkel, professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, fala sobre a importância das relações na recuperação de doenças

24 de Abril de 2018




Quinze pacientes em estágio avançado de câncer de pulmão e de pâncreas foram entrevistados para um estudo com o objetivo de esclarecer quais os motivos que ajudaram na recuperação. Todos recebiam terapias tradicionais e alternativas, mas atribuíram a sobrevivência aos relacionamentos com o médico e a família –  e não exatamente ao tipo de tratamento que receberam.

“A interação social é um grande trunfo para aumentar as chances de sobrevida dos pacientes”, diz o autor do trabalho, Moshe Frenkel, professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e diretor do serviço de oncologia integrativa no Centro Médico Meir, em Israel.

“Os entrevistados não tinham o comportamento mais comum, o de procurar uma varinha mágica, que limpe o câncer e as faça voltar à vida normal”, disse o médico à Medscape Medical News. Ao que parece, eram mais realistas às próprias condições, o que ajudou no levantamento científico.

Frenkel descreveu os casos com detalhe em artigo publicado on-line na página da revista inglesa Future Medicine. No quesito relacionamento médico-paciente, os doentes apontaram a qualidade da comunicação como fator de grande relevância. O autor do estudo observa que há dois pontos fundamentais para a sobrevivência dos pacientes. “Primeiro, o médico precisa ser ativo e envolvido no cuidado de cada doente.  

Segundo, deve ser um oncologista que pense fora da caixa.” O apoio familiar e a atitude proativa do paciente ao contabilizar a sua extraordinária sobrevivência estão entre os principais pontos recorrentes nas entrevistas. Houve casos de pacientes com histórico excepcional de doença, que experimentaram a regressão espontânea do câncer.

Apesar de bem documentados, as pesquisas que examinaram esses casos são limitadas, segundo Frenkel, e incapazes de fornecer uma explicação satisfatoriamente clara. “A maioria dos artigos se baseiam em relatos e não em pesquisas sistemáticas. É muito difícil tirar conclusões quando não há por trás um suporte mais científico.”

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Medscape
Síntese: Equipe Plenae

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