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Evento Plenae: Os segredos das comunidades mais longevas

O jornalista americano de Minnesota Dan Buettner, 58 anos, é conhecido por uma série de best-sellers de sucesso. Mas ficou famoso mesmo ao pesquisar sobre as regiões com o maior número de centenários do mundo, que batizou de Zonas Azuis.

25 de Junho de 2018


O jornalista americano de Minnesota Dan Buettner, 58 anos, é conhecido por uma série de best-sellers de sucesso. Mas ficou famoso mesmo ao pesquisar sobre as regiões com o maior número de centenários do mundo, que batizou de Zonas Azuis. Estamos falando de Icária, na Grécia; Okinawa, no Japão; Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos; Ogliastra na ilha da Sardenha, na Itália; e península de Nicoya, na Costa Rica. Em maio, ele veio a São Paulo para falar sobre sua experiência no evento de lançamento do Plenae. Buettner contou que, com a ajuda de um grupo de pesquisadores, levou uma década mapeando os locais do mundo com a maior concentração de centenários saudáveis. Também, tinha como foco regiões onde esses centenários apresentam baixas taxas de problemas cardiovasculares e de índices de demência. Também, era importante apresentarem vigor e energia. Assim chegou às cinco Zonas Azuis.
Esses locais ainda têm em comum uma população com as menores taxas de mortalidade na meia-idade, de índices de câncer, de diabetes e de outros problemas associados à longevidade. E por que essas pessoas vivem mais e melhor que o resto da humanidade? Segundo Buettner, é o ambiente e o estilo de vida que fazem a diferença. Um dos fatores mais curiosos é a maioria seguir uma dieta com muitos vegetais, com quase nenhum consumo de laticínios. Também praticam mais exercícios de baixa intensidade como parte das atividades cotidianas e possuem um círculo de amigos próximos. “Em Nicoya, gasta-se 1/15 do que os Estados Unidos despendem em saúde, embora tenham a segunda maior concentração de centenários do sexo masculino do mundo”, afirma. Buettner explica que 84% dos custos médicos dos norte-americanos podem ser atribuídos à pouca atividade física, às escolhas alimentares, às quantidades das porções ingeridas, ao tabaco e ao estresse. “No Brasil, um dos principais problemas epidemiológicos são as doenças pulmonares e respiratórias. O fumante habitual tem 90% de chance de sofrer de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que mata cerca de 3 milhões de pessoas ao ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, disse Buettner à plateia.

Dicas.

O jornalista dá oito dicas para quem passou dos 50 anos e pretende ir além dos 90:
  1. dormir o suficiente para se sentir descansado;
  2. movimentar-se pelo menos 45 minutos todos os dias;
  3. consumir pelo menos três porções de vegetais;
  4. não praticar sexo desprotegido com desconhecidos;
  5. possuir pelo menos três amigos próximos;
  6. frequentar alguma comunidade espiritual pelo menos três vezes ao mês;
  7. não ter fumado nos últimos cinco anos;
  8. acreditar que é possível chegar lá.
Os homens que cumprem pelo menos dois dos requisitos citados podem viver até os 77 anos em média. Já as mulheres, até os 80. Quem se compromete com sete das premissas, a expectativa de vida salta para 89 anos, no caso dos homens, e para 93 anos, das mulheres. “Não tente mudar seu comportamento”, alerta Buettner. “Se você quer viver mais, mude seu ambiente.” Não existem atalhos fáceis. As pessoas que vivem nessas comunidades não possuem o hábito de correr maratonas, de usar fitbits (pulseiras que monitoram os batimentos cardíacos durante os exercícios), de tomar suplementos e remédios ou de fazer dietas malucas. “Calcula-se que toda dieta ou exercício seja abandonado em dois anos em média. O que realmente conta é ter propósito: saber seus valores e colocá-los em prática”, diz Buettner. Para quem realmente se preocupa, ele sugere até uma mudança de cidade, para um local onde andar seja mais fácil do que usar carro e com mais ofertas de verduras do que de junk food. Outro fator importante, segundo o jornalista, é fazer parte de uma comunidade. Ter fé pode fazer a diferença: os adventistas do Sétimo Dia de Loma Linda, na Califórnia, vivem uma década a mais que a maioria dos norte-americanos. Membros de uma mesma comunidade tendem a adotar estilos de vida similares – se um possui hábitos bons, todos o replicam. “Possuir amigos vegetarianos, fazer trabalho social ou parte de um grupo orientado por valores saudáveis afeta positivamente a saúde”, afirma. Não temer a velhice também faz diferença. Crianças que cresceram com uma avó em casa apresentam taxas mais baixas de doenças e de mortalidade. Segundo Buettner: “É uma lógica circular: celebrar a longa idade ajuda que se chegue nela”. Veja a palestra na íntegra aqui.

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Pense positivo, viva mais (e melhor)

Se você é uma pessoa que acorda todos os dias com sorriso no rosto, pode começar a comemorar.

12 de Dezembro de 2018


Se você é uma pessoa que acorda todos os dias com sorriso no rosto, pode começar a comemorar. Mais do que um estado de humor, o otimismo pode ser uma grande ferramenta para a melhoria da saúde em geral, mas principalmente de quadros crônicos. Apesar de os estudos serem de curto prazo, os resultados apontam que o otimismo promete transformar-se em novo alvo para pesquisas sobre estratégias de prevenção e intervenção voltadas à melhoria da saúde. Hoje, as campanhas de saúde pública para a diminuição de fatores de riscos prejudiciais ao estilo de vida são universais. Os estudos voltados à medição do impacto dessa diretriz deram atenção também a crescente identificação com os fatores do bem-estar psicológico positivo. Em particular, o otimismo – a expectativa generalizada de que coisas boas irão acontecer – foi associado à melhoria de condições crônicas de saúde. Técnicas de mudança de humor. Esse traço de personalidade é aproximadamente 25% hereditário. Mas se não for o estado natural, pode ser adquirido com ferramentas acessíveis. Trabalhos anteriores sugeriram que o otimismo está ligado a maior renda e educação. Indicam também que, se de um lado ele leva a atitudes positivas, o reverso também é válido. Esses dados foram recolhidos do Estudo de Saúde de Enfermeiras, um acompanhamento de longo prazo, iniciado em 1976, com 121,7 mil enfermeiras americanas, entre 35 e 55 anos, que responderam questionários sobre condições de saúde e hábitos de vida. Elas foram avaliadas a cada dois anos com o objetivo de medir a associação do otimismo com redutor de risco de mortalidade. Mais detalhes na matéria abaixo. Leia a pesquisa completa aqui . Falta amplitude nos estudos. Vale lembrar que a maior parte das pesquisas nesse sentido foram realizadas em grupos de doentes cardiovasculares, avaliando principalmente associações com morbidade e mortalidade. Daí, os resultados direcionados, como menor probabilidade de obesidade ou diabetes mellitus tipo 2 entre otimistas. Uma questão-chave a ser verificada é se o otimismo pode de fato estar relacionado a resultados mais amplos de saúde. Poucos estudos foram capazes de explicar uma ampla gama de variáveis ​​que podem confundir ou estar no caminho que liga o otimismo aos resultados de doenças.

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