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O poder do pensamento na saúde

Pessoas que pensam ser menos ativas do que seus pares tendem a viver menos, mesmo que os níveis de atividade sejam semelhantes.

17 de Dezembro de 2018


Você é uma pessoa fisicamente ativa? Antes de responder, pense que, independentemente da rotina real de exercícios, é preciso levar em conta a própria percepção da intensidade e frequência dessas atividades. Muitas vezes as pessoas se acham mais ou menos ativas do que são de verdade. E isso faz total diferença para a saúde, de acordo com os pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Pessoas que pensam ser menos ativas do que seus pares tendem a viver menos, mesmo que os níveis de atividade sejam semelhantes. “Nossas descobertas estão de acordo com um crescente grupo de pesquisadores que sugere que a mente pode desempenhar papel crucial na saúde”, disse Alia Crum , professora de psicologia em Stanford, em um comunicado de imprensa da universidade americana. Publicado no jornal científico digital Health Psychology , o artigo sobre a pesquisa revela que os psicólogos analisaram 61 mil adultos americanos de três bancos de dados nacionais. Levantaram os níveis de atividade física, os dados de saúde e demográficos de cada participante. A equipe se concentrou na questão: “Você diria que é fisicamente mais ativo, menos ativo ou tão ativo quanto as pessoas de sua idade?” Usando modelos estatísticos para controlar fatores como atividade física, idade, índice de massa corporal e doenças crônicas, eles correlacionaram os resultados com registros de óbitos. Durante o período de acompanhamento (de até 21 anos), as pessoas que se achavam menos ativas tiveram 71% mais chances de morrer que os mais ativos, de acordo com os resultados encontrados pelos pesquisadores. Aumento da motivação. Na opinião dos estudiosos, a percepção pode ter afetado positivamente ou negativamente à motivação. Aqueles que se consideram inadequados são mais propensos a permanecer inativos, o que aumenta os sentimentos de estresse e depressão, reforçando um círculo nada virtuoso. Embora a pesquisa identifique uma correlação entre as quantidades percebidas de exercício e resultados na saúde, isso não mostra que as percepções de inatividade causam uma morte prematura. No entanto, sugere que as pessoas devem se sentir bem sobre as atividades saudáveis que fazem todos os dias  ̶  como subir escadas, caminhar, andar de bicicleta ou limpar a casa  ̶  em vez de apenas valorizar exercícios vigorosos em uma academia, disseram os autores. “É hora de começarmos a levar o pensamento mais a sério”, disse Crum no comunicado. “Na busca por saúde e longevidade, é importante adotar não apenas comportamentos saudáveis, mas pensamentos saudáveis também”. Leia o artigo original aqui .

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Mindfulness e Meditação: suas diferenças e semelhanças

Por serem práticas antigas e famosas com foco na mente, por vezes, são confundidas. Você saberia diferenciar as duas?

29 de Abril de 2020


Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo - e isso nós do Plenae e você que nos lê sabemos bem. Quando falamos em saúde mental, não só estamos falando de psicólogos, psiquiatras e terapias convencionais. Apesar de muito valiosas, não são métodos exclusivos. A verdade é que a mente humana e toda sua complexidade demanda cuidados específicos e individuais de cada indivíduo. O que funciona para um, pode não ser tão eficaz para outro. E é a partir dessa pluralidade que vai se construindo o conceito de autocuidado e toda a sua importância. Dentro dessa gama de possibilidades de ouvir mais a sua voz interior, duas práticas se destacam: a meditação e o mindfulness . Extremamente difundidas e com milhares de adeptos ao redor do mundo, ambas possuem extensa literatura e estudos acerca de suas respectivas eficácias. Mas, elas resguardam diferenças entre si. Você saberia quais são elas? A primeira - e mais importante - está na tradução de uma delas. Mindfulness significa atenção plena em português brasileiro. Esse é, na verdade, o primeiro requisito para se meditar: estar presente de corpo, alma e mente ali no momento. Portanto, o mindfulness é meditação, mas meditação não é (só) mindfulness. Ficou confuso? A gente explica: existem centenas de modelos meditativos no mundo, criados ao longo dos séculos pelo hinduísmo, budismo e outros segmentos. Seria impossível desmembrar cada um deles, mas todos eles demandam um passo básico: que você esteja mindfulness , ou seja, com a máxima atenção durante a prática. Mas no mundo imediatista e acelerado em que vivemos, o simples fato de estar plenamente atento a uma só tarefa - em especial, quando essa tarefa se encontra dentro de você - já é por si só um treinamento e tanto! Portanto, a premissa básica da meditação já é provavelmente a mais difícil: esvaziar a mente, mas não a ponto de não estar atento e presente. Por conta desse grau de dificuldade que o mindfulness exige, ele acabou se tornando um processo paralelo, quase como uma “meditação express”. Isso porque ele também apresenta resultados positivos individuais, mesmo sem antes atingir o estado meditativo - que visa a expansão da consciência e a conexão com áreas cerebrais distantes. E quais são esses resultados? Uma vez que você se aperfeiçoa em manter sua mente focada e atenta, isso gera reflexos em todas as suas outras atividades. Não por coincidência, médicos e terapeutas oferecem para mães de crianças hiperativas, por exemplo, ou pessoas com distúrbios alimentares. Ele também é poderoso para lidar com doenças crônicas, principalmente as relacionadas à dor, além de ser amplamente conhecido pela sua capacidade em reduzir o estresse do praticante. Quando o indivíduo passa a etapa de mindfulness e consegue avançar para o estado meditativo, os benefícios são ainda maiores, como explicamos nesta matéria. Por fim, o mindfulness possui características mais “modernas”, já que o termo foi criado em 1970, no Ocidente - mais especificamente, na Universidade de Massachusetts, nos EUA. Portanto, ele comporta exigências desse mundo então moderno, como trazer a prática para sua rotina, ainda que ela seja conturbada, sem demandar um tempo em silêncio, afastado e dedicado (como é o caso da meditação). Mindfulness está relacionado a sair do piloto automático, não se deixar levar pelos condicionamentos. O outro pilar é a atitude gentil, que não é julgadora e prevê o acolhimento e a compreensão das coisas e dos outros como são”, diz Rita Kawamata, instrutora da Assertiva Mindfulness, para matéria no UOL. Rubens Maciel, especialista em meditação e pesquisador da USP, disse à mesma matéria que o mindfulness baseia-se muito em duas linhas da meditação: a Theravada e a Vipassana . Essas práticas buscam a quietude e serenidade mental. Portanto, em resumo, o mindfulness é o passo mais importante da meditação: manter-se presente no momento, destinando toda a sua atenção para o aqui e o agora. A meditação, por sua vez, é o conjunto da obra, que traz ao ser humano a capacidade de, por meio da redução do fluxo de pensamentos, acessar lugares longínquos na mente, expandindo nossa capacidade cerebral e mudando nossa postura diante do mundo.

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