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O que é melhor para o relacionamento: semelhança ou diferença?

A psicologia dá o veredito de uma questão que há muito permeia na sociedade

3 de Abril de 2019


Se houvesse uma lista do que as pessoas esperam de um relacionamento amoroso, provavelmente não faltaria amor, entendimento mútuo, atração sexual, harmonia e colaboração. Em outras palavras, os sentimento positivos ligados à harmonia seriam em maior número do que os negativos, aqueles que provocam rusgas e brigas. Mas, sem as diferenças, segundo os cientistas, nem o desejo sexual sobreviveria. Na série Conscious Aging ( Consciência do Envelhecimento ) – do instituto The Wisdom Factory , que estuda questões relativas à consciência, mente e espírito –, a professora e psicóloga austríaca, especializada em terapia cognitiva comportamental, Michaela Boehm deu alguns insights sobre por que não conseguimos o que queremos –sempre que queremos tudo ao mesmo tempo. Quando um casal tem muito em comum, as semelhanças criam harmonia e compreensão facilmente. A atração sexual e o desejo, por outro lado, estão fundamentados no atrito, na fricção, ou seja, nas diferenças que criam uma certa tensão, necessária para esse tipo de desejo. Simplicidade e diferença na vida sexual. Então, quando estamos em harmonia e sincronia, temos menos apetite sexual do que quando temos algumas faíscas de qualquer atrito que possa haver. “Sempre me perguntei como os casais poderiam lutar durante o dia e depois ir para a cama juntos à noite, felizes”, diz Michaela. “Na minha opinião, isso só é possível quando eles aceitam o atrito como normal e não são condicionados pelo valor geral da harmonia.” Tantra e Sexualidade. Este ponto foi um dos destaques durante a conversa com Michaela Boehm. Você pode assistir ao vídeo do bate-papo aqui . Atualmente a psicóloga é um dos nomes mais procurados para palestras e entrevistas sobre sexualidade e intimidade no mundo. Leia o artigo original aqui .

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Homossexuais casados vivem mais

Até hoje as pesquisas mostravam que o casamento é precioso na saúde de casais heterossexuais. Mas conheça agora os índices entre homossexuais

28 de Janeiro de 2019


Até hoje as pesquisas mostravam que o casamento é precioso na saúde de casais heterossexuais.  Os dinamarqueses provaram que isso também vale nas uniões do mesmo sexo. “Na Dinamarca, entre os homens é mais perigoso ser solteiro ou divorciado do que casado”, disse o pesquisador Martin Frisch, do Instituto Statens Serum, em Copenhague, e do Centro de Pesquisa Sexológica da Universidade de Aalborg. Curiosidade. A Dinamarca foi a primeira nação do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 1989. Esse período fornece uma vantagem única para os pesquisadores que analisam os efeitos do casamento legalizado, disse Frisch à LiveScience . No Brasil, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado em 2011. Nos Estados Unidos, em 2015. Base do estudo. A pesquisa usou dados do Sistema de Registro Civil da Dinamarca, que emite números de identificação de cidadãos – semelhantes aos da Previdência Social – e contém informações demográficas básicas, incluindo o estado civil e datas de falecimento. A base para o estudo concentrou-se nos registros de 6,5 milhões de dinamarqueses entre 1982 e 2011. Durante o período do estudo, cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram, permitindo que os pesquisadores calculassem as taxas de mortalidade para o período de 29 anos. Controlando a educação, renda, região e densidade populacional, os pesquisadores descobriram que o casamento fez a diferença. Taxas de mortalidade. Homens e mulheres em casamentos do sexo oposto tiveram as menores taxas de mortalidade que qualquer outro grupo no estudo, incluindo viúvos, divorciados e solteiros. Período 1982 e 2011 – comparação com grupos de homens e mulheres casadas: Viúvas: 1,4 maior de morte Divorciadas: 1,6 mais chance de morte Solteiras: Aumento de taxa de mortalidade de 1,5 para 1,7 no período Viúvos: 1,4 maior de mortalidade Divorciados: Aumento de 1,3 para 1,7 na taxa de mortalidade no período Solteiros: Aumento de taxa de mortalidade de 1,2 para 1,7 no período Casamento do mesmo sexo e sobrevivência. A partir de 1989, quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado, as taxas de mortalidade entre os homossexuais que se casaram diminuíram. Em 2011, homens casados com parceiros do mesmo sexo tinham 1,4 vez mais chances de morrer durante o período de estudo do que homens casados com mulheres, um número menor do que solteiros e divorciados.

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