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Os novos medos: qual é o seu?

Depois de um ano e meio de pandemia, especialistas já classificam novos medos e suas respectivas siglas. Conheça um pouco mais sobre elas!

27 de Julho de 2021


Em março de 2020, uma crise sem precedentes - que já vinha tomando forma no resto do mundo - se instaurou no Brasil: o coronavírus. Com ele, a necessidade do distanciamento social. As pessoas nunca estiveram tanto tempo dentro de suas próprias casas, imersas em suas próprias mentes.

Já falamos do tema algumas vezes por aqui. Trouxemos as expectativas dos relacionamentos amorosos pós-pandêmicos , bem como das amizades também. Falamos da solitude e do silêncio desses tempos e seus efeitos, como a desvitalização também tratada por aqui .

Explicamos ainda nesta matéria o significado das siglas FOMO e JOMO: o medo de estar constantemente perdendo algo versus a alegria em não fazer parte de tudo em um mundo acelerado, quase como um movimento slow , também tratado aqui e aqui .

Novas siglas

Mas o mundo muda e, com ele, a sociedade e seus sintomas também. Hoje, iremos te explicar as novas siglas do momento: FOGO, FONO e FODA.

FOGO

A sigla descreve o “ fear of going out ”, esse “medo de ir para fora”, em tradução livre - também conhecido como “Síndrome da Cabana” ( cabin fever ). Ele não é exatamente novo, e já vinha sendo usado (e criado) pelo escritor Patrick McGinnis logo após o atentado do 11 de setembro, mas se encaixa perfeitamente agora em tempos de covid. Se o FOMO é o medo de estar perdendo algo incrível “lá fora”, o FOGO é justamente o oposto: é a sensação de que há algo aterrorizante “lá fora”. Esse artigo conta ainda como esse mecanismo foi crucial para a adaptação e segurança dos homo sapiens.

Apesar da ânsia em ver as pessoas queridas, há um certo receio pairando no ar com esse retorno ao ar livre. Pessoas com TOC, germofobia (medo de germes e contaminação), agorafobia (medo de estar em locais públicos), hipocondria (medo intenso e prolongado de ter uma doença) e até claustrofobia (medo de estar em lugares fechados) - todas elas podem ter seus sintomas piorados durante esse período, como revelou matéria no jornal Estadão . E essa “FOGO” pode se intensificar, sobretudo nesses indivíduos.

FONO

Muito semelhante à anterior, o FONO é o “ fear of the normal ”, ou o “medo do normal” em português. Rotina intensa, grandes deslocamentos, alta socialização e todas as velhas responsabilidades de antes pode apavorar aqueles que se adaptaram bem ao home office e não pretendem voltar ao que era. Mas, caso seja necessário, a escritora Arianna Huffington separou em seu site alguns pequenos passos que podem ajudar a suavizar esse retorno tão temido por uns, e tão ansiado por outros.

FODA

Apesar de parecer um palavrão em português, é mais uma das siglas que unem medo e situações, essa criada pela cientista comportamental inglesa Logan Ury. O “ fear of dating again ” é o “medo de namorar novamente”, lembrando que date em inglês pode significar tanto um namoro quanto um encontro - a depender do contexto.

Com o isolamento social, muitas pessoas se perguntam se serão capazes de se relacionar amorosamente novamente. Isso inclui os que viveram toda a pandemia solteiros ou também os que ficaram solteiros ao longo do período. Há o medo óbvio de se contaminar durante a relação, mas há também o temor de não saber paquerar ou ao menos conversar.

O UOL conversou com especialistas para entender: é possível desaprender a socializar? Sim, mas é possível reaprender rapidamente também essa que é uma das nossas principais habilidades enquanto espécie. Aqui eles também separaram algumas dicas para que você consiga ir devagar e logo se soltar! São elas:

  • Começar por uma chamada de vídeo
  • Não se preocupar tanto em impressionar
  • Lembrar que, se você está ansioso, o outro também deve estar
  • Fazer um retorno gradual, como fazemos com a musculação
  • Se proteja, mas não deixe o medo te paralisar

A vacinação avança a passos lentos e começamos a ver uma luz no fim do túnel. Isso não significa que estamos perto de acabar esse pesadelo, mas falar sobre o fim parece enfim mais próximo e palpável. Porém, para esse retorno, é preciso calma, paciência e bastante jogo de cintura.

Não só pela ameaça ainda iminente da contaminação - afinal, os números se mantêm altos - como também pela nossa saúde mental. Leve o tempo que for necessário para se adaptar e lembre-se que estamos todos no mesmo barco. Se você não começou uma terapia nesse período, talvez agora seja de grande valia. Respire, inspire e adapte-se novamente, como sempre fizemos ao longo da história.

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Com que idade você se sente aos 65 anos?

A diferença da resposta entre os países é de até 30 anos, revelou um estudo recém-publicado no periódico The Lancet Public Health.

12 de Março de 2019


Problemas de saúde que acometem uma pessoa média de 65 anos podem demorar mais ou menos tempo para se manifestar, a depender de onde o indivíduo mora. A diferença entre os países é de até 30 anos, revelou um estudo recém-publicado no periódico The Lancet Public Health . Pesquisadores descobriram que, no Japão, as doenças típicas de um idoso de 65 anos aparecem quando o indivíduo tem, em média, 76 anos. Já na Papua Nova Guiné, último colocado em um ranking que comparou 195 países, elas surgem muito antes: aos 46 anos. Os brasileiros manifestam as mesmas enfermidades aos 67 anos. No ranking mundial, o Brasil fica na 62ª posição, atrás do Paraguai e à frente da ilha de Santa Lúcia, no Caribe. “Essas descobertas discrepantes mostram que o aumento da expectativa de vida pode ser uma oportunidade ou uma ameaça ao bem-estar geral das populações, dependendo dos problemas de saúde relacionados ao envelhecimento que a população vivencia, independentemente da idade cronológica”, disse em comunicado a principal autora do estudo, Angela Y. Chang, pesquisadora da Universidade de Washington. “Problemas de saúde relacionados à idade podem levar à aposentadoria antecipada, uma força de trabalho menor e maiores gastos com a saúde. Os líderes do governo e outras partes interessadas que influenciam os sistemas de saúde precisam considerar quando as pessoas começam a sofrer os efeitos negativos do envelhecimento.” Enquanto as métricas tradicionais de envelhecimento examinam o aumento da longevidade, este estudo explora a idade cronológica e o ritmo em que o envelhecimento contribui para a deterioração da saúde. A partir de dados da pesquisa Global Burden of Disease , os pesquisadores mediram a “carga de doenças relacionadas à idade”, agregando todos os anos de vida ajustados por incapacidade, uma medida de perda de vida saudável, relacionada as 92 doenças. As informações são de 1990 a 2017. Usando a média global de pessoas de 65 anos como um grupo de referência, os cientistas também estimaram as idades em que a população em cada país experimentou problemas de saúde. Países com a idade equivalente mais alta em relação à média global de 65 anos Japão: 76.1 anos Suíça: 76.1 França: 76.0 Singapura: 76.0 Kuwait: 75.3 Coreia do Sul: 75.1 Espanha: 75.1 Itália: 74.8 Porto Rico: 74.6 Peru: 74.3 Países com a idade equivalente mais baixa em relação à média global Papua Nova Guiné: 45.6 years Ilhas Marshall: 51.0 Afeganistão: 51.6 Vanuatu: 52.2 Ilhas Salomão: 53.4 República Centro-Africana: 53.6 Lesoto: 53.6 Kiribati: 54.2 Guiné-Bissau: 54.5 Estados Federados da Micronésia: 55.0

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