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Pessoas com propósito vivem mais, diz estudo

Laços superficiais podem oferecer recompensas fortes

29 de Maio de 2019


Ter um propósito melhora o desempenho físico de uma pessoa, como estudos anteriores já sugeriram, e prolonga a longevidade, de acordo com uma nova pesquisa . O levantamento, publicado no periódico JAMA Network Open , aponta que uma vida com propósito reduz o risco de morte prematura em pessoas acima de 50 anos. O estudo. Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram dados de cerca de 7.000 americanos com mais de 50 anos. Os cientistas pediram aos participantes que classificassem o quanto se identificavam com frases como: "Eu gosto de fazer planos para o futuro e trabalho para torná-los realidade" e "minhas atividades diárias frequentemente parecem triviais e sem importância para mim". Com base nesse questionário, os voluntários receberam uma pontuação de propósito de vida. Os pesquisadores compararam os resultados com as taxas de mortalidade dos participantes nos cinco anos seguintes. Durante esse período, 776 voluntários morreram. Resultados. A análise dos dados revelou que os participantes com os índices mais baixos de propósito de vida tinham mais que o dobro de probabilidade de morrer durante o período de acompanhamento, comparados àqueles com notas mais altas. Os achados se mantiveram mesmo depois que os pesquisadores levaram em conta fatores que poderiam afetar o sentido de vida das pessoas ou seu risco de morte, como se os participantes tinham depressão. Estudos anteriores mostraram que a vida com propósito diminuiu a ativação de genes que desencadeiam a inflamação no corpo. A inflamação, por sua vez, foi previamente associada a um aumento no risco de morte prematura, de acordo com o estudo. O próximo passo da pesquisa será determinar se as intervenções destinadas a elevar o propósito de vida funcionam, e se o aumento do propósito melhora aspectos da saúde de um indivíduo. Fonte: Yasemin Saplakoglu, para LiveScience Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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O papel dos sonhos na nossa vida e até na saúde

Neurocientista une história e ciência em livro para mostrar o impacto dos eventos oníricos na saúde e nos caminhos da nossa espécie

22 de Agosto de 2019


Já encarados como algo sem nexo nem valor científico, os sonhos que há mais de um século foram resgatados por Sigmund Freud (1856-1939) hoje encontram na neurociência as provas de seu fascinante papel para o cérebro, a mente e a cultura humanas. Se povos e civilizações antigos os interpretavam como profecia e guia para decisões coletivas, dá pra dizer que, do ponto de vista psicológico e biológico, as narrativas oníricas permitem recrutar memórias e dados do passado (muitos inconscientes) para prever problemas e planejar soluções no dia a dia. É o que defende o cientista brasileiro Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande Norte, no livro O Oráculo da Noite (Ed. Companhia das Letras). A obra revisita nossas origens como espécie e sociedade e, com um extenso repertório que mescla de literatura antiga a experimentos de laboratório de última geração, vislumbra o potencial de usarmos os sonhos para nos aperfeiçoarmos como indivíduos e humanidade. A seguir, você confere o bate-papo com o autor sobre o tema: SAÚDE: no livro, o senhor fala que os sonhos foram vítimas de uma descrença científica, mas que isso está mudando. Pode explicar? Sidarta Ribeiro: O sonho esteve no centro dos fatos políticos, sociais e culturais nos limites da história. Mas sua importância começa a ruir com o mercantilismo, o capitalismo industrial e depois financeiro. Ninguém imagina numa reunião do board de uma empresa uma decisão tomada com base no que alguém sonhou. É Freud quem resgata a ideia de que sonhar é a melhor maneira de acessar o inconsciente e que o sonho deve ser interpretado dentro do contexto do sonhador. Hoje as pesquisas mostram que esse fenômeno é decisivo para a formação e a consolidação das memórias, a criatividade e a saúde cognitiva e mental. Sonhar também foi crucial para a evolução da nossa espécie? Uma das teses do livro é: o que nos tirou das cavernas foi a capacidade de sonhar e narrar. A evolução do sono nos animais e, mais tarde, a evolução dos sonhos nos mamíferos faz parte do mecanismo adaptativo que garantiu nossa sobrevivência e sucesso. O sonho integra, assim, um maquinário biológico que, ao acessar e combinar memórias e informações do passado, permite nos preparar para o futuro, como um oráculo probabilístico. Restrições ou prejuízos ao período em que deveríamos estar sonhando podem afetar nossa saúde? Sabemos que o sono tem um grande impacto na saúde física e mental. Quem dorme mal corre maior risco de ter obesidade, hipertensão, depressão, Alzheimer… Mas um sonho ruim [a capacidade de sonhar prejudicada], ainda que possua efeitos mais sutis, tem repercussões negativas para a memória. O período do sono REM, em que a gente mais sonha, é fundamental para atenuar o impacto de vivências negativas, por exemplo. O senhor defende no livro que a gente busque recordar os sonhos. Por quê? O sonho é uma antena de tudo que acontece ao redor e que por vezes fica no inconsciente. Voltar-se para os sonhos é uma forma de lidar com os acontecimentos e preparar-se para o que vai ocorrer. Para nos recordarmos deles, podemos criar o hábito de mentalizar, antes de dormir, o que queremos sonhar e a intenção de recuperar esses sonhos, e o de, ao despertar, ficar mais alguns minutos na cama tentando resgatar o que foi sonhado. Qual é o potencial do sonho para a medicina hoje? Freud propôs há 120 anos que os sonhos são a via régia para o inconsciente, e o seu potencial para o conhecimento mental vem se revelando cada vez mais na psicologia e na psiquiatria. Pesquisas feitas aqui no Brasil atestam esse papel e mostram que isso é verdade até mesmo em casos de psicose. Estudos que se valem de relatos de sonhos mostram, por exemplo, que eles são úteis para diagnosticar distúrbios psiquiátricos, principalmente a esquizofrenia. A capacidade de domar os próprios sonhos — o sonho lúcido — pode ser bem-vinda à humanidade? Controlar os próprios sonhos é uma maneira reconhecida de superar traumas, se libertar de pesadelos e episódios negativos. Aprimorar essa capacidade seria bem-vindo a pessoas saudáveis, embora não pareça algo bom para pessoas com psicose, porque há o risco de se confundir ainda mais realidade com imaginação. Da perspectiva da espécie humana e do planeta, os sonhos foram abandonados nos últimos 500 anos por um mundo focado na aquisição de bens, que pouco se preocupa aonde as coisas vão chegar. O sonho lúcido nos abre para a possibilidade de sermos mais introspectivos e controlarmos melhor nossa mente, e isso nos ajuda a prever rumos e a escolher qual o mundo que queremos, algo que hoje parece estar num caminho um tanto perigoso. Fonte: Diogo Sponchiato, para Saúde Leia o artigo original aqui .

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