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Pessoas otimistas vivem mais, diz estudo

O otimismo ajuda a controlar as emoções e, assim, a proteger o corpo contra os efeitos do estresse

27 de Agosto de 2019


Os otimistas são mais propensos a viver mais do que aqueles que têm uma abordagem mais negativa da vida, descobriu um estudo americano. As pessoas positivas eram mais propensas a viver até os 85 anos ou mais. A teoria é que os otimistas podem achar mais fácil controlar as emoções e, assim, serem protegidos dos efeitos do estresse. E os pesquisadores disseram que os pessimistas poderiam se beneficiar fazendo coisas como imaginar um futuro em que tudo corre bem. Pesquisa. O estudo utilizou dois grupos com, no total, mais de 70 mil pessoas recrutadas para diferentes pesquisas. Seus níveis de otimismo foram avaliados, assim como sua saúde geral. Eles também foram questionados sobre exercícios e dietas, bem como quanto eles fumaram e beberam álcool. Em média, os homens e mulheres mais otimistas tiveram uma vida útil 11-15% mais longa, e foram significativamente mais propensos a viver até 85 anos em comparação com o grupo menos otimista. Embora se saiba muito sobre os fatores de risco para doenças e morte precoce, muito menos se entende sobre o que os pesquisadores chamam de "fatores psicossociais positivos" que poderiam permitir o envelhecimento saudável. No entanto, exatamente por que as pessoas otimistas parecem viver mais tempo ainda está em debate, disse Lewina Lee, professora de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Boston, que trabalhou no estudo. "Comportamentos mais saudáveis ​​e níveis mais baixos de depressão apenas explicaram parcialmente nossos achados. "Provas iniciais de outros estudos sugerem que pessoas mais otimistas tendem a ter metas e confiança para alcançá-las, são mais eficazes na resolução de problemas e podem ser melhores em regular suas emoções durante situações estressantes", acrescentou. Para Bruce Hood, presidente da psicologia do desenvolvimento na sociedade da Universidade de Bristol, o estudo apoia evidências existentes dos benefícios do pensamento positivo. Estresse. Ele acrescentou: "Eu acho que um mecanismo causal poderia ser que os otimistas lidam melhor com o estresse, por evitar a ruminação sobre eventos negativos da vida. "O estresse afeta o sistema imunológico e, portanto, existe a possibilidade de que isso signifique que os otimistas lidam melhor com as infecções. "Diversos estudos também associaram o estresse a telômeros mais curtos, um componente cromossômico associado ao envelhecimento celular e risco de doenças cardíacas, diabetes e câncer". Fonte: BBC Leia o artigo original aqui .

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Mulher e empreendedorismo: o que eles têm em comum?

Qual é o papel da mulher no empreendedorismo atual? Conheça em números um pouco dessa realidade enfrentada por Zica Assis, terceira convidada do Podcast Plenae

10 de Julho de 2020


Sonho de muitos, realidades de alguns: empreender tem se tornado a saída para muitos trabalhadores que, desempregados ou não, buscam encontrar o seu propósito no mercado de trabalho e fazer dele o seu sustento.

Muitos acabam empreendendo também para fugir de crises econômicas que volta e meia assolam nosso país, ou até mesmo para realizar o sonho de ser o seu próprio chefe e fazer os seus próprios horários.

O fato é que o empreendedorismo não para de crescer. Prova disso são os dados, que não nos deixam mentir: em 2020 o Brasil deve atingir o seu maior número de empreendedores dos últimos 20 anos, com aproximadamente 25% da população adulta envolvida na abertura de novos negócios.

O empreendedorismo já é uma realidade no Brasil

De acordo com a previsão e levantamento feito pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), organização responsável por monitorar o empreendedorismo no mundo todo, estima-se que o movimento de começar um novo negócio deve se intensificar no pós-pandemia, onde muitos poderão ter perdido os seus empregos.

Ainda segundo a organização, o Brasil é o 4ª país com maior taxa de empreendedorismo inicial - aqueles que possuem até 3,5 anos de existência - no mundo, e tem tudo para despontar com sucesso nesse momento aparentemente promissor para os novos negócios.


O mercado e a mulher

E qual é o papel e a motivação da mulher nessa busca em encontrar uma fatia no mercado para chamar de sua? Um estudo guiado ainda pela GEM concluiu que, a maior parte das mulheres que empreendem o fazem principalmente pela necessidade de ter uma outra fonte de renda, ou para adquirir uma maior independência financeira.

Vale ressaltar que, não importa qual for o negócio, de uma pequena loja local de roupas, a um café de médio porte e até uma grande startup: tudo é considerado empreendedorismo. Desde que tenha partido da iniciativa de uma pessoa em ter o seu próprio negócio, não importa o tamanho dele, já está dentro dos índices que diremos a seguir.

Dados do IBGE, mais especificamente da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) revelaram que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios próprios no Brasil e que, em 2018, elas já representavam 34% dos donos de empresas no Brasil, levando o país à sétima posição mundial nesse aspecto.

Apesar dos fatores históricos, as mulheres já representam 34% dos donos de empresa no país.

Isso é positivo não só para suas vidas individualmente, mas também para o contexto econômico mundial. Segundo um estudo do McKinsey Global Institute , o impacto financeiro de um cenário com participação plena das mulheres no mundo dos negócios seriam imensos. Para se ter ideia, os ganhos no PIB mundial chegariam a US$ 28 trilhões até 2025.

O Instituto Rede Mulher Empreendedora organizou um dos estudos mais recentes e completos que também trouxeram números bastante expressivos sobre o tema. Segundo ele, as mulheres empreendedoras são mais escolarizadas que os homens empreendedores e costumam tomar as decisões mais sozinhas.

Apesar das boas notícias e do evidente crescimento da presença feminina no mercado empreendedor, há também ainda as dificuldades de gênero, herança de políticas públicas que as favorecessem tardias e historicamente ainda muito recentes.

O Estatuto da Mulher Casada, por exemplo, só foi aprovado em 1962. Ele garantia, entre outras coisas, o direito da mulher a ter um trabalho sem a necessidade de autorização do seu marido e o direito a ter um CPF. Sem esse documento, mulheres não podiam sequer terem conta em banco e nem tampouco serem donas de seu próprio dinheiro. .

Essas discrepâncias básicas fazem com que, até hoje, profissionais do gênero feminino que decidem encarar a empreitada de abrir o seu próprio negócio ainda tenham que enfrentar entraves específicas, como menos tempo para se dedicar aos negócios por conta das tarefas de casa, ou até fatores subjetivos como menos autoconfiança.

Inspirados pela personagem do terceiro episódio do podcast Plenae, Heloísa Assis, empreendedora que inspirou e ainda inspira diversas mulheres por aí, o Plenae decidiu trazer alguns números que ilustram as dificuldades e as conquistas femininas nos empreendimentos, além de dados sobre as áreas mais comuns e as características de empresas comandadas por elas. Confira a seguir.

E aí, já se sente inspirada para começar o seu próprio negócio e tirar do papel um antigo sonho? Acredite: apesar de ainda haver dificuldades, o cenário nunca esteve tão propício para você dar o primeiro passo!

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