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Quem envelhece mais rápido: o homem ou a mulher?

O envelhecimento está relacionado a um declínio no metabolismo geral, incluindo no cérebro.

12 de Fevereiro de 2019


Estudos já revelaram diferenças nos cérebros de homens e mulheres. Agora, uma pesquisa publicada no periódico PNAS investigou as particularidades no envelhecimento do órgão de acordo com o gênero da pessoa. O envelhecimento está relacionado a um declínio no metabolismo geral, incluindo no cérebro. No estudo, os pesquisadores usaram imagens de tomografia por emissão de pósitrons (PET) para analisar o metabolismo nos cérebros de mais de 200 homens e mulheres saudáveis ​​entre 20 e 82 anos de idade. Os cientistas recorreram ao auxílio de machine learning (aprendizagem de máquina, em português) para prever a idade metabólica do cérebro. A máquina acertou a idade cronológica dos participantes com alta precisão. Curiosamente, no entanto, houve diferença na comparação da idade metabólica dos cérebros de homens e mulheres. A máquina previu que os órgãos delas eram, em média, quatro anos mais jovens que os deles. Por exemplo, uma mulher de 70 anos tinha o metabolismo cerebral equivalente ao de um homem de 66 anos. Os cientistas concluíram que o cérebro feminino é, ao longo da vida adulta, mais jovem que o dos homens. O que isso significa em termos de habilidades à medida que envelhecemos? Quanto mais jovem for um cérebro, mais resiliente ele será ao envelhecimento. Leia o artigo completo aqui .

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Evento Plenae: Mindfulness e o poder da possibilidade de retardar o envelhecimento

Ellen Langer conta porque mindfulness é um assunto cada vez mais respeitado e pesquisado na Academia

22 de Junho de 2018


A incerteza tem enorme valor. Ajuda a expandir o acervo intelectual de cada um. A presunção do conhecimento, ao contrário, diminuiu o interesse, a atenção e consequentemente o engajamento. Se levarmos em conta a quantidade de informações novas que o mundo globalizado possibilita, há muito o que ver e aprender. O problema é que as pessoas “estão frequentemente desatentas”, segundo a americana Ellen Langer, de 71 anos, professora de psicologia da Universidade Harvard. “O estado da desatenção pode ter um alto custo”, disse durante a palestra “Midfulness, o poder da possibilidade de retardar o envelhecimento”, em maio de 2018, quando foi lançado o Plenae em São Paulo. A desatenção faz com que decisões sejam tomadas com base em experiências passadas e sem levar em conta o contexto atual. “Você age como um autômato, um robô”, diz Ellen. Nem toda decisão é simples. Ter flexibilidade é mais importante do que seguir regras e rotinas, que podem não fazer mais sentido. A transformação do conhecimento é dinâmico. Para acompanhar as mudanças de contextos em situações que parecem similares às ocorridas no passado, as percepções precisam estar afiadas.
A chave não está em possuir certezas, mas em manter sempre a mente aberta. “O valor da dúvida é realmente enorme: quando estamos inseguros, prestamos mais atenção”, diz Ellen. “Os neurônios ficam estimulados. Aumenta a concentração. Muitas vezes, pode mostrar que não conhecíamos as coisas tão bem quanto achávamos.” Focar no presente ajuda na tomada de decisões mais específicas. “Afinal, não existe solução única para tudo”, lembra a psicóloga. Ela faz uma ressalva: “O fato de saber o que acontece no momento não significa engajamento”. Pelo contrário, ter muitas certezas é o primeiro passo para se errar. “Prestar atenção é tão fácil, mas passamos 70% do tempo desatentos, segundo pesquisas”, diz Ellen. A psicóloga acredita que debilitação física é subsequente mais da mentalidade do que de uma função natural do processo de envelhecimento. Por exemplo, aos 20 anos, quando alguém machuca o pulso e sente dor, acaba procurando um médico. A dor é indicativo de que algo está errado. Aos 75 anos, é comum alguém ter dor e achar natural. Como se a dor fizesse parte da idade. Inconscientemente, ao fazer isso a pessoa abre mão da saúde e se prepara para o declínio. Em um estudo, ela percebeu que homens calvos tinham uma incidência maior de câncer de próstata, mas não havia nenhuma conexão fisiológica entre ambos os fatos. No entanto, a perda de cabelo está associada com velhice, o que mudava a disposição das pessoas de cuidar da saúde. Lembrar que você também sentia dores e cometia falhas quando era mais novo pode ser o primeiro passo para não se definir como um idoso. Esse processo todo reduz os níveis de estresse, promove saúde, otimismo e vitalidade – fatores que garantem um envelhecimento melhor. “Possuir regras e rotinas é importante”, resume, “mas não é uma solução única. A estabilidade é uma ilusão, mas inúmeras portas se abrem quando se abraça a incerteza. Assista aqui à palestra completa.

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