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Seus amigos vão salvar sua vida!

A psicóloga Amy Yotopoulos, fala sobre um grande vilão da longevidade

24 de Abril de 2018



Um dos grandes vilões da longevidade é o isolamento do homem moderno. Essa é a conclusão da psicóloga Amy Yotopoulos, diretora de divisão da Mente do Centro de Estudos sobre Longevidade da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Com mais de uma década de experiência em pesquisas sobre envelhecimento da mente, a especialista dividiu a importância dos vínculos sociais, em um TEDx Talks, em julho de 2017.

Vale a pena assistir. O sentimento de não pertencimento a um grupo é responsável por 29% dos casos de doenças coronarianas, 64% de demência, 32% de derrames e 26% de morte. Ele pode surgir em pessoas que abriram mão da vida social em nome do trabalho, por exemplo. Ou, segundo Amy, em indivíduos que até comparecem aos compromissos sociais, mas nunca conseguem se conectar de fato ao grupo.

Amy dá três recomendações para ter uma vida longa, saudável e gratificante:

  1. Escolha as relações sociais de uma maneira muito pessoal. Construa seu círculo de amizade, aprenda com ele e pratique a vida social.
  2. Priorize na agenda diária um tempo para estar com os amigos.
  3. Escolha os amigos pela qualidade dessas relações – pense em pessoas que você pode contar, que motive a vida social e que sejam participativas – e não em quantidade.

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Para Inspirar

Como o amor materno pode ser benéfico para o cérebro?

Pesquisadores descobriram que o afeto ainda nos primeiros anos de vida pode ser determinante para um melhor desenvolvimento cerebral

5 de Setembro de 2020


Amor, palavra difícil de ser explicada, mas fácil de ser compreendida. Amar e ser amado são fundamentais para a espécie humana. É a busca por esse sentimento que nos faz procurar parceiros e procriar, por exemplo, como afirma a doutora em genética e biologia molecular e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Ivana da Cruz.

Mas há ainda um amor mais genuíno e potente do que o romântico: é o amor familiar. Sobretudo, o amor materno. Visceral, como muitas vezes é definido, ele é amplamente estudado pela ciência anos a fio. Já descobriu-se, por exemplo, que mais do que carnal, ele é também hormonal. Também já se sabe que ele traz mais confiança tanto para o bebê, como para a mãe.

E, há alguns anos, uma pesquisa liderada pela psiquiatra infantil americana, Joan Luby, da Faculdade de Medicina de Washington, comprovou que o afeto investido pelas progenitoras ainda nos primeiros anos de vida é crucial para um bom desenvolvimento cerebral de seus filhos.

A autora descobriu em seu estudo que o hipocampo, uma importantíssima área do nosso cérebro, localizada nos lobos temporais, cresce duas vezes mais rápido em crianças de até 6 anos que recebem mais atenção, carinho e, sobretudo, paciência em situações consideradas mais desafiadoras.

Essa região do cérebro é a responsável pela memorização, aprendizagem e inteligência emocional. Depois de acompanhar mais de 120 famílias e suas crias, e submetê-los a testes e exames ao longo do tempo, concluiu-se que, quando adolescentes, os que ganharam “mais atenção” na infância apresentaram resultados melhores.


Como foi feito

Para mapear o temperamento e a personalidade dessas mães, a psiquiatra Joan criou situações ao longo dos anos para testá-las e analisar o seu trato com os filhos em casos onde elas precisavam realizar tarefas mais estressantes na presença deles, que demandam muita atenção.

Ela pedia a essas mães que concluíssem suas tarefas enquanto, ao mesmo tempo, presenteava seus respectivos filhos com pacotes bem atrativos, que não podiam ser abertos imediatamente.


Descobriu-se então que as que conseguiam lidar com esses momentos de forma mais delicada e com autocontrole acabaram gerando um impacto positivo em seus filhos, que apresentaram melhores resultados nas ressonâncias magnéticas as quais foram submetidos ao longo do estudo.

Isso se deve, provavelmente, à plasticidade cerebral que a criança possui até os 6 anos, que se solidifica com o tempo e já não recebe tanto a influência exterior do mundo. Mas, o que o estudo quis provar é que a trajetória do crescimento de um indivíduo está muito associada ao seu ambiente e tratamento que recebe - não só a nível de personalidade, mas também fisiologicamente falando.

A psiquiatra sugere que é possível ajudar as crianças a irem melhor na escola ou na vida adulta se isso for olhado com atenção ainda na infância, período tão crucial na formação do ser humano.

Isso não quer dizer, é claro, que as demais mães foram ruins. A maternidade demanda muito de todas as mães, tanto emocionalmente quanto fisicamente. E, ao longo da vida, as necessidades de seus filhos vão mudando e se adaptando às suas idades.

É importante estar atento a todas elas, mas também estar sempre de olho na saúde daquela mãe e daquela família toda envolvida. Isso é saudável para a todas as partes, além de ser um processo empático o qual a criança também absorverá.

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