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Você pode não precisar caminhar 10 mil passos por dia para ser saudável

Estudo revela que idosas que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram seu risco de morte prematura reduzido em 41%

31 de Maio de 2019


Caminhar 10 mil passos por dia tornou-se uma referência onipresente para atividades físicas, em grande parte por causa de rastreadores de fitness - como pedômetros e, mais recentemente, celulares e relógios -, que levam os usuários a atingirem esse alvo. Mas, de acordo com um novo estudo, esse objetivo pode ser mais ambicioso do que o necessário, pelo menos para algumas pessoas. Um artigo publicado no periódico JAMA Internal Medicine revelou que caminhar cerca de metade desses passos por diminui o risco de morte prematura de mulheres mais velhas. Além disso, os benefícios se esgotam para este grupo em torno de 7.500 passos por dia. A pesquisa se junta a um crescente número de artigos que afirma que mesmo pequenas doses de atividade física podem trazer benefícios consideráveis. Pesquisa. No estudo, cerca de 17 mil mulheres com idades entre 62 e 101 anos usaram rastreadores de movimento por pelo menos sete dias consecutivos, exceto quando dormiam ou praticavam atividades aquáticas. As mulheres também relataram suas dietas, hábitos de vida e histórico médicos aos pesquisadores anualmente, durante quatro anos. Ao longo desse tempo, 504 participantes morreram. Após o ajuste para o estado geral de saúde e hábitos de vida, os cientistas constataram que a contagem diária de passos estava fortemente associada ao risco de mortalidade. Resultados. As mulheres que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram um risco 41% menor de morte prematura do que as menos ativas, que caminharam cerca de 2.700 passos por dia, de acordo com o estudo. Os benefícios evoluíram de forma modesta a partir daí, antes de se estabilizarem em cerca de 7.500 passos diários, descobriram os pesquisadores. “O número de passos diários dados pelas mulheres pareceu importar mais do que a velocidade do passo”, diz o coautor do estudo, I-Min Lee, professor de medicina na Harvard Medical School e epidemiologista do Hospital Brigham and Women, em Boston. Como a pesquisa tratou especificamente de mulheres mais velhas, isso não se aplica necessariamente a todos. Lee diz que a situação é provavelmente similar para homens da mesma idade, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar o resultado. Doses pequenas de exercício. Está ficando cada vez mais claro que não é preciso fazer um exercício hercúleo para melhorar a saúde. Pesquisas recentes descobriram que apenas 30 minutos de movimento por dia - ou mesmo 10 minutos por semana, de acordo com um estudo especialmente surpreendente - podem melhorar a saúde e a longevidade. Mesmo atividades de baixo impacto, como caminhadas, limpeza e jardinagem, podem fazer uma grande diferença, dizem esses estudos. Fonte: Jaime Ducharme, para Time Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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Saiba a diferença entre ansiedade e o transtorno

A linha entre os dois pode ser tênue. Descubra quando é hora de buscar ajuda

14 de Maio de 2019


A ansiedade faz parte do ser humano, como quando nos preocupamos com a nossa conta bancária ou com a saúde de um parente. Mas como saber se o nível de preocupação ultrapassa o nível razoável e é preciso procurar ajuda? "O que torna a ansiedade uma condição diagnosticável é ela interferir na vida do indivíduo", disse Cheryl Carmin, psicóloga da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. "A maioria das pessoas fica ansiosa antes de uma entrevista de emprego. Um indivíduo com transtorno de ansiedade, no entanto, pode cancelar a entrevista por medo do que o entrevistador pode pensar sobre ele", explica. Como é um distúrbio de ansiedade? O Brasil é o país com maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2017, 9,3% dos brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade. O tipo de ansiedade mais comum é a fobia, que afeta de 7 a 9% da população. Transtorno de ansiedade social também é muito frequente e afeta 7% das pessoas. "Esta condição envolve medo de avaliação negativa", afirma Carmin. Nesse guarda-chuva fica o medo de falar em público. Algumas pessoas, porém, preocupam-se de uma forma mais ampla. Para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada, que afeta 2 ou 3% da população, você normalmente precisa experimentar três ou mais sintomas por dias. Os sintomas podem estar relacionados ao humor - como irritabilidade, nervosismo e sensação de perigo iminente -  e a aspectos fisiológicos - a exemplo de aumento da frequência cardíaca, problemas com o sono ou distúrbios gastrointestinais. Quando é hora de chamar um médico ou terapeuta? "Quando sua ansiedade é constante e incessante, causando problemas suficientes para evitar que você viva sua vida normal, então é hora de fazer uma avaliação", aponta Joseph Baskin, psiquiatra da Clínica Cleveland. Tratamento individualizado Os transtornos de ansiedade podem ser tratados com uma variedade de medicamentos, terapias e rotinas de bem-estar. A abordagem terapêutica padrão, segundo Carmin, é a terapia cognitivo-comportamental, também chamada de TCC. Nessa modalidade, as pessoas com ansiedade são encorajadas a enfrentar seus medos. "Os pacientes também aumentam a compreensão de que suas consequências temidas não acontecem", diz Carmin. “Assim, são capazes de desenvolver habilidades para examinar suas crenças e, então, desafiá-las.” Rotinas de bem-estar Muitos hábitos de vida também podem ajudar no combate à ansiedade. “As práticas de bem-estar geralmente incluem abordagens baseadas em mindfulness. Estratégias como relaxamento muscular progressivo e respiração diafragmática também têm sido usadas há algum tempo”, afirma Carmin. Além disso, exercício, dieta saudável e relações sociais auxiliam no controle dos sintomas. Fonte: Jenna Birch, para Huffpost Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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