Professor de balé de 100 anos não planeja se aposentar

Aos 100 anos, o ex-bailarino Henry Danton é saudável, próspero e não planeja se aposentar como professor de dança

10 de Outubro de 2019



Aos 100 anos, o ex-bailarino Henry Danton é saudável, próspero e não planeja se aposentar como professor de dança. De origem britânica, Danton tem corpo e mente saudáveis, mora sozinho e ainda viaja pelo mundo. Quando um repórter o chamou de incrível, ele rapidamente discordou. "Não é incrível, você precisa se cuidar", disse Danton ao Today . "Esse corpo é a única coisa que você tem. Você recebeu esse maravilhoso instrumento, precisa cuidar dele.” Ele também se irritou quando questionado sobre a ideia de parar de trabalhar. "Vejo pessoas que se aposentam e ficam tão entediadas que não sabem o que fazer", disse o britânico. "É quando a saúde delas começa a piorar. Adoro ensinar, não quero parar. As crianças são minha vitamina.” Depois de dançar e ensinar balé na Europa, América do Norte, América do Sul e Austrália, Danton se mudou para o Mississippi, nos Estados Unidos, em 1996, onde vive desde então. Para o professor, os quatro fatores abaixo são a sua receita para uma longevidade com qualidade de vida: Dieta Danton disse que se tornou vegetariano mais de 50 anos atrás, quando foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin, a mesma doença que tirou a vida de seu irmão. Ele consume sementes, nozes, vegetais orgânicos, suco de cenoura e laticínios, incluindo queijo e leite. Ocasionalmente come chocolate, mas fica longe de outros doces em sua dieta regular. O ex-bailarino gosta de cerveja - "como um bom inglês" - mas pula outras bebidas alcoólicas. Exercício Danton credita o movimento constante como um dos principais fatores que o mantiveram saudável e o ajudaram a chegar aos 100 anos. "Eu realmente acredito que o exercício é a resposta para tudo", disse. Ele ainda se exercita em sala de aula e faz uma massagem profunda em si mesmo antes de sair da cama. Do couro cabeludo aos pés, a automassagem dura mais de uma hora e estimula a circulação sanguínea. "Com o polegar, você mergulha o mais fundo possível no músculo", disse ele. A concentração, diz ele, ajuda a manter sua mente ativa. Outra parte de sua rotina matinal envolve alongamento com uma faixa de resistência elástica. Otimismo Danton considera o otimismo um fator muito importante para sua longevidade. "Seu humor afeta você fisicamente. Nunca fui uma pessoa deprimida. Sinto muito por pessoas que sofrem de depressão. Deve ser horrível", afirma. O professor permanece curioso sobre o mundo e disse que ainda está aprendendo. Para isso, usa um computador e um smartphone. "A internet é absolutamente incrível. Tudo o que você quiser, pode ter instantaneamente ... É isso que me faz continuar. Você precisa ser informado sobre tudo." Estilo de vida Em toda a sua vida, Danton disse ter fumado apenas um cigarro. "Quando cheguei aos Estados Unidos, em 1949, todos estavam fumando", lembrou. "Pensei: 'Bem, tenho que fumar'. Então comprei um maço de cigarros, fui a um parque, acendi um cigarro e disse: 'Isso não é para mim.' Então tive sorte. ” Danton mora sozinho e ainda dirige um carro. Não tem outra família afora primos distantes. Além de ensinar balé, preenche seus dias com a escrita e viagens. É absolutamente possível estar saudável aos 100, disse ele, desde que você cuide do seu corpo. "É um presente de Deus e você precisa cuidar dele." Fonte: A. Pawlowski, para Today Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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Entrevista com

Mônica Barroso

Diretora de Aprendizagem da The School of Life

O propósito é o nosso lugar no mundo

26 de Março de 2019



Diversas pesquisas confirmam que ter um propósito prolonga a vida protege a saúde traz felicidade . Mas como uma pessoa pode encontrar o seu propósito? Para a coach Mônica Barroso, diretora de aprendizagem da The School of Life São Paulo - escola que se dedica ao desenvolvimento de inteligência emocional - a descoberta começa com a tomada de consciência. 

O que é propósito de vida? Aristóteles dizia que a felicidade é uma sabedoria prática. Nessa linha, gosto de definir propósito como algo dinâmico, não um fim. Trata-se de algo que alcançamos por meio do hábito e do esforço de fazermos escolhas que nos coloquem no caminho de experiências cotidianas de qualidade. É um trabalho diário de buscar coerência entre o que pensamos e fazemos. Ter propósito é estar presente em cada momento, ciente dos aprendizados do passado e das possibilidades de futuro. A qualidade das experiências cotidianas se dá a partir do momento em que somos protagonistas de nossas escolhas e ações. 

Podemos descobrir o nosso propósito intuitivamente? Durante a nossa infância e adolescência, a depender da educação, desvendamos nossas paixões, interesses e talentos. Na fase em que mais nos dedicamos ao trabalho, da juventude até a aposentadoria, colocamos nossos talentos a serviço do mundo. Quando as pessoas fazem escolham profissionais que casam com suas paixões e talentos, elas têm mais facilidade de se conectar com seu propósito. Porém, muitas vezes, somos levados a seguir carreiras diferentes daquelas que gostaríamos, e nos distanciamos do nosso propósito. 

Propósito e objetivo são a mesma coisa? Os objetivos são as intenções que nos colocam em movimento para onde queremos ir. Quando alguém me procura para um trabalho de coaching, primeiro defino junto com a pessoa o seu objetivo. Suponhamos que seja transição de carreira. Dentro disso, vamos construir o caminho para alcançar o propósito, que pode ser a satisfação com o trabalho. Logo, a mudança de carreira seria a ferramenta para alcançar algo mais amplo, o propósito. Imagine que os talentos, paixões e interesses sejam “o que”. O trabalho seria o “como”, e o propósito, o “para que”. 

O que podemos fazer para descobrir o nosso propósito? O primeiro passo é a tomada de consciência. Quando sentimos que nossa vida anda em círculo, pode ser o momento de parar e olhar para si. O autoconhecimento ajudará a pessoa a adquirir uma percepção mais refinada de que um ciclo se fechou. Talvez não seja o caso de pedir demissão, mas de se reposicionar dentro da empresa, por exemplo. Também é preciso ter coragem. Muitas vezes a pessoa sabe e sente o que quer, mas não consegue agir. Nas ações, estamos sujeitos a julgamentos e expectativas. 

O propósito está sempre atrelado ao trabalho? A vida profissional e pessoal do ser humano não era tão separada antes da revolução industrial. De lá para cá, homem foi transformado na figura do trabalhador. Passamos a ter uma dedicação grande ao trabalho, que nos leva a colocar uma expectativa alta nessa área. No entanto, às vezes não é na profissão que nos realizamos. Talvez nosso momento de recarregar as energias esteja em algum hobbie, lazer ou relações. Eu, por exemplo, retomei dois hobbies que havia abandonado: nadar e tocar violoncelo. Senti um preenchimento tão grande que até no meu trabalho o impacto foi positivo. 

Existe algum exercício para uma pessoa descobrir qual é o seu propósito? Existem duas grandes perguntas na vida: qual é a minha missão e quem sou eu. Costumo praticar e ensinar um exercício que indiretamente ajuda a responder essas duas questões e nos traz para o presente. No fim de cada dia, imagine uma estrela de cinco pontas. Cada ponta representa uma esfera da vida: espiritualidade, relacionamentos, lazer, trabalho e saúde (física e mental). Reflita como foi seu dia nesses cincos pontos e se faça duas perguntas: o que foi essencial e acessório? Ao fim dessa pequena avaliação, pergunte-se: amanhã, qual é o maior menor passo que posso dar para evoluir na minha estrela? O maior menor passo o estimulará a fazer algo pequeno o suficiente para caber na sua vida, mas grande a ponto de fazer diferença. Quando a gente se propõe um objetivo pequeno demais, sente que não evolui, enquanto um grande demais pode causar frustração. Esse exercício ajuda muita gente a trazer qualidade para as experiências cotidianas. 

O propósito em geral está associado ao trabalho. Como encontrar propósito depois da aposentadoria? O propósito é o nosso lugar do mundo, algo íntimo e construído ao longo da vida. Quem conhece seu propósito e o cultiva, não sente um vazio ao se aposentar, pois o propósito não se encerra com a vida profissional. A aposentadoria apenas abre espaço para o indivíduo ressignificar suas ações.

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